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Corte usa teste de DNA para identificar criminosos no caso de estupro coletivo na Índia

Exame forense encontrou evidências de sangue da vítima nas roupas dos acusados

Internacional|Do R7, com informações da BBC

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Episódio provocou onda de protestos em toda a Índia e em outros países
Episódio provocou onda de protestos em toda a Índia e em outros países

Um teste de DNA ajudou a justiça indiana na busca pelos criminosos que estupraram uma estudante indiana em um ônibus no último mês.

Durante um pré-julgamento, que acontece na corte do distrito de Saket, em Nova Déli, o promotor Rajiv Mohan informou que os testes feitos pelo instituto forense confirmam que o sangue encontrado na roupa dos acusados era da vítima. As informações são da BBC Índia.

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Cinco homens foram indiciados nesta quinta-feira (3), na Índia, pelo estupro coletivo e assassinato da estudante. A jovem, de 23 anos, morreu no dia 29 de dezembro, em hospital em Cingapura, para onde havia sido transferida, devido à gravidade dos ferimentos.

Tribunal especial deve agilizar o julgamento

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A polícia indiana apresentou as acusações formais contra os cinco homens em um tribunal especial, estabelecido para agilizar o processo legal – que costuma ser lento no país.

Um sexto suspeito, que seria menor, não será acusado formalmente até que exames médicos comprovem sua idade.

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O ataque causou comoção na Índia e provocou protestos em diversas cidades exigindo mudanças nas leis de proteção às mulheres.

Amigo revela detalhes do crime

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O amigo que acompanhava a estudante indiana vítima do ataque falou à imprensa e deu detalhes sobre o ataque, ocorrido em 16 de dezembro.

O rapaz de 28 anos, que ficou com uma perna quebrada e outros ferimentos no ataque, disse à rede indiana Zee News nesta sexta-feira (4) que ambos foram enganados para entrar no ônibus e inclusive pagaram a passagem.

Segundo o rapaz, o veículo tinha janelas pintadas, e não era possível ver o interior. Ele acredita que os agressores fizeram uma armadilha para que vítimas subissem a bordo.

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Após entrar no veículo, ele foi agredido pelos seis homens que estavam a bordo e ficou inconsciente. Os homens então, inclusive o motorista, estupraram a estudante e a agrediram com uma barra de ferro.

"Nós tentamos resistir. Ela própria lutou contra eles, ela tentou me salvar", disse o rapaz, que não teve sua identidade revelada. "Ela tentou ligar para a polícia, mas eles pegaram seu telefone."

Socorro

Ele também confirmou relatos iniciais de que, após o ataque, os agressores os jogaram para fora do ônibus com o veículo em movimento e tentaram atropelá-los.

O rapaz criticou a demora da polícia após a agressão e disse que os policiais ficaram discutindo para onde levar a vítima, em vez de socorrê-la imediatamente.

"Ela estava sangrando muito. Mas em vez de nos levar ao hospital mais próximo, eles (a polícia) nos levaram a um hospital longe dali."

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