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Covid: União Europeia ameaça barrar exportações de vacinas

Em conflito com produtoras de imunizantes contra a covid-19, o bloco ameaçou retaliações para receber os remédios comprados

Internacional|Do R7, com Reuters

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A vacinação contra a covid-19
está atrasada em diversos países da Europa
A vacinação contra a covid-19 está atrasada em diversos países da Europa

O conflito entre a União Europeia e farmacêuticas como a AstraZeneca se intensificou nesta quinta-feira (28), quando o bloco ameaçou ações legais e até mesmo bloquear as exportações de fábricas que ficam em seu território para que as companhias forneçam as quantidades de vacinas contra o novo coronavírus que constam nos seus contratos.

Leia também: UE pede clareza da AstraZeneca, mas vê 'tom construtivo'

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Diversos países europeus estão com as campanhas de vacinação atrasadas devido ao atraso no envio das doses. Centros de imunização na Espanha, Alemanha e França já precisaram suspender a aplicação porque estão sem as vacinas.

O presidente do Conselho Europeu, Charles Michel, escreveu em uma carta para líderes do bloco que a União Europeia deveria explorar meios legais para garantir os lotes das vacinas que constam nos contratos se as negociações com as farmacêuticas não derem resultado.

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"Se nenhuma solução satisfatória for encontrada, acredito que deveríamos explorar todas as opções e fazer uso de todos os meios legais e medidas de proteção que os tratados nos proporcionam", ressaltou Michel.

De acordo com uma fonte da UE ouvida pela agência Reuters, as regras de monitoramento e autorização de exportação do bloco podem acarretar em uma retenção de lotes, casos eles violem os acordos existentes entre os países europeus e os fabricantes. A Comissão Europeia vai divulgar os critérios para analisar essas exportações na sexta-feira.

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O CEO da AstraZeneca, Pascal Soriot, disse que a União Europeia demorou para assinar o contrato, por isso a empresa não teve tempo suficiente para solucionar problemas de produção em uma fábrica terceirizada na Bélgica.

A vacina, produzida pela empresa em parceria com a Universidade de Oxford, no Reino Unido, ainda não teve seu uso aprovado no bloco europeu. Nesta quinta, o comitê alemão que analisa o imunizante disse que ele deveria ser aplicado apenas a pessoas de 18 a 64 anos, por falta de dados sobre os efeitos em pacientes com mais de 65.

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Agendamentos cancelados

Na região de Hauts-de-France, no norte francês, a segunda área com maior densidade populacional do país, vários centros de vacinação não estão mais fazendo agendamentos para a primeira dose. Em outros locais, os sites de agendamento não estão disponíveis.

Na Espanha, a região autônoma onde fica Madri suspendeu a vacinação pelo menos até a próxima semana e está usando o que resta de seu estoque para aplicar as segundas doses nas pessoas que já receberam a primeira, disse um representante do governo regional, Ignacio Aguado.

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O estado mais populoso da Alemanha, a Renânia do Norte-Vestfália, adiou a abertura de seus centros de vacinação até 8 de fevereiro. Por sua vez, o estado de Brandenburgo, que tinha o início da campanha marcado para o fim deste mês, também precisou mudar a data devido a atrasos nas entregas.

De acordo com um jornal alemão, a AstraZeneca vai propor um plano detalhado de distribuição para a União Europeia nesta sexta. A reportagem também afirma que a farmacêutica não conseguirá entregar as 80 milhões de doses esperadas para o primeiro trimestre deste ano, mas que a quantidade ficará bem acima dos 31 milhões que estão sendo especulados.

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