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Crise habitacional pode impulsionar última social-democracia da Europa, diz professor

Fantasma do franquismo segura avanço da extrema-direita na Espanha, que teve as eleições legislativas antecipadas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Espanha é vista como a última social-democracia na Europa, enfrentando uma crise habitacional sob o governo de Pedro Sánchez.
  • A memória do franquismo ainda influencia a política espanhola, limitando o avanço da extrema-direita, apesar da presença do partido Vox.
  • O primeiro-ministro Pedro Sánchez antecipou as eleições legislativas para 29 de novembro após a rejeição de decretos sobre habitação pelo Parlamento.
  • A crise habitacional e os protestos contra aluguéis abusivos podem servir de impulso eleitoral para Sánchez, que busca reverter a perda de controle do Congresso.

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A Espanha é o último remanescente de uma visão social-democrata dentro do contexto europeu, o que torna a crise habitacional uma situação especialmente delicada para o governo de Pedro Sánchez, aponta o professor de relações internacionais Leonardo Trevisan. No entanto, os espanhóis ainda enfrentam a realidade um pouco diferente dos vizinhos de continente, ele destaca em entrevista ao Conexão Record News.

“O que é que tem de diferente na Espanha? Principalmente uma memória que é forte contra a extrema-direita. Ele sempre lembra da figura de Franco [ditador de extrema-direita que liderou o país de 1939 a 1975]”, afirma Trevisan. Ainda que exista uma direita radicalizada no país, representada pelo partido Vox, o especialista diz que a direita mais tradicional tenta se manter dentro do campo democrático — o que é aproveitado por Sanchéz.

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Nesta segunda-feira (5), o primeiro-ministro espanhol anunciou a dissolução do Parlamento e a antecipação das eleições legislativas para 29 de novembro. A decisão foi tomada após a Casa rejeitar decretos do governo com medidas para a habitação e na sequência de mais uma semana de protestos, que têm levado milhares de pessoas às ruas contra o preço dos aluguéis considerados abusivos.

Trevisan aponta que a pauta da moradia pode servir de impulso eleitoral para Sánchez. “Sánchez cometeu erros? Cometeu. Ele tem promessas não cumpridas, como ele mesmo reconhece, principalmente em relação aos imigrantes, a certas medidas de política econômica. Mas Sánchez percebeu que há um descontentamento com o atual Congresso numa questão vital. Ele está imaginando que pode reverter a perda de controle do Congresso com essa oportunidade aberta pela questão das vivendas. Vamos ver se dá certo.”

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