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CRONOLOGIA-Como Edward Snowden escapou de ser processado pelos EUA

Internacional|Do R7

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MOSCOU, 1 Ago (Reuters) - O ex-prestador de serviço foragido da agência de espionagem norte-americana, Edward Snowden, saiu discretamente do aeroporto moscovita Sheremetyevo, nesta quinta-feira, depois de a Rússia lhe conceder um asilo provisório, pondo fim a mais de um mês no limbo na área de trânsito.

A Rússia disse que não entregaria Snowden aos Estados Unidos, onde ele é procurado por acusações de espionagem depois de ter revelado detalhes dos programas de vigilância secreta do governo. O caso deixa ainda mais tensa a relação entre Washington e Moscou.

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20 de maio - Snowden parte do Havaí rumo a Hong Kong.

1o de junho - Snowden oferece detalhes dos programas norte-americanos de espionagem ao jornal britânico Guardian. As reportagens são publicadas na Grã-Bretanha e nos Estados Unidos, inclusive a existência do programa Prism e uma ordem judicial para obrigar a empresa de telecomunicações Verizon a entregar registros telefônicos de milhões de norte-americanos.

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9 de junho - Snowden aparece ao público. 23 de junho - Snowden chega ao aeroporto Sheremetyevo com Sarah Harrison, uma pesquisadora da área legal britânica do grupo WikiLeaks.

24 de junho - Snowden reserva um lugar em um voo da Aeroflot para Havana, mas não embarca. 25 de junho - Presidente Vladimir Putin diz que Moscou não o entregará aos Estados Unidos. A Casa Branca insiste que a Rússia expulse Snowden sem demora.

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26 de junho - O Departamento de Justiça dos EUA acusa Hong Kong de fingir confusão com o nome do meio de Snowden para não detê-lo em maio.

27 de junho - A China responde acusando os Estados Unidos de hipocrisia na área de cibersegurança, baseada nas revelações de Snowden da atividade da Agência Nacional de Segurança dos EUA na China.

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1o de julho - Putin dá a entender que Snowden pode ficar na Rússia se parar de "atormentar nossos parceiros americanos". Snowden diz que é livre para continuar revelando dados que "servem ao interesse público" e busca asilo em vários países, inclusive na Rússia.

3 de julho - O avião do presidente boliviano, Evo Morales, é desviado quando volta para casa desde Moscou. Tem que fazer uma parada não programada na Áustria depois de haver "suspeitas infundadas" de que Snowden estaria a bordo.

5 de julho - o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, diz que vai oferecer asilo a Snowden. O nicaraguense Daniel Ortega diz que seu país pode conceder asilo "se as circunstâncias permitirem".

6 de julho - Morales da Bolívia diz que daria asilo a Snowden se lhe for pedido. 15 de julho - Putin diz ver sinais de que Snowden está parando "sua atividade política" contra os Estados Unidos.

16 de julho - o advogado russo Anatoly Kucherena diz ter entrado com um pedido de asilo temporário na Rússia. A Casa Branca reitera que Snowden deve ser devolvido aos Estados Unidos para enfrentar julgamento.

17 de julho - Putin indica de que não quer interromper as relações com Washington por causa do destino de Snowden.

24 de julho - Um funcionário do aeroporto diz que o serviço federal de imigração russo deu documentos a Snowden permitindo que ele saia do aeroporto.

1o de agosto - Snowden deixa o aeroporto depois de receber asilo temporário na Rússia. O documento expira em 31 de julho de 2014.

O assessor-sênior de política externa de Putin diz que o caso Snowden é insignificante demais para prejudicar os laços bilaterais com os Estados Unidos, e que o Kremlin não recebeu sinais de que o presidente norte-americano, Barack Obama, iria cancelar uma visita planejada para Moscou em setembro por causa do caso.

(Reportagem de Alexei Anishchuk e Gabriela Baczynska)

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