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Cúpula da Unasul termina com declaração contrária a ataque na Síria

Internacional|Do R7

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Paramaribo, 30 ago (EFE).- A sétima reunião ordinária de chefes de Estado e de governo da União de Nações Sul-Americanas (Unasul) terminou nesta sexta-feira na capital do Suriname com uma declaração conjunta contrária a qualquer ataque estrangeiro à Síria, à espera da conclusão das investigações das Nações Unidas. "Aqui no Suriname tentamos contribuir para assegurar que toda a família da Unasul se una", disse o presidente surinamês, Desiré Delano Bouterse, que assumiu hoje a presidência temporária da Unasul e encerrou a cúpula da qual foi anfitrião. Bouterse acrescentou que, apesar das "pequenas deficiências" ocorridas durante a cúpula, seu "pequeno país" fez "todo o possível para assegurar uma reunião bem-sucedida". Na ampla declaração sobre a Síria, os membros de Unasul expressam seu pesar pela situação e pela perda de vidas humanas, ao mesmo tempo em que condenam qualquer possível intervenção externa incompatível com a Carta das Nações Unidas, assim como o uso de armas químicas em todas suas formas, o que qualificaram de crime de guerra e de lesa-humanidade. Além disso, exigem a cessação da violência, a interrupção de qualquer provisão de armas por parte de terceiros países, o respeito ao direito internacional humanitário e o início do diálogo entre as partes. Na saída, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, qualificou a reunião, na qual foi realizada uma homenagem ao falecido Hugo Chávez, de "um passo fixado definitivamente para a consolidação" da Unasul, já que se revisaram "muitos temas vitais para a vida" da organização. Entre outros aspectos, durante a reunião se instruiu aos chanceleres da organização para que, em um prazo de dois meses, apresentem um plano de ação para simplificar o funcionamento interno de Unasul e reforçar sua Secretaria-Geral. Passados esses dois meses será organizada uma nova cúpula para tomar decisões concretas em questões de desenvolvimento industrial, econômico, financeiro, de defesa, saúde, energia, educação e alfabetização na região, e especialmente sobre a questão da exploração dos recursos naturais como via para impulsionar o desenvolvimento regional. EFE ic-mgl/rsd

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