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De luto, Quênia começa a investigar ataque a centro comercial

Internacional|Do R7

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Javier Marín. Nairóbi, 25 set (EFE).- A polícia do Quênia, com a colaboração de FBI, Scotland Yard e serviços especiais de Israel e Alemanha, deram início nesta quarta-feira à investigação do ataque terrorista e sequestro de reféns ao centro comercial Westgate de Nairóbi e à busca de corpos entre os escombros. Hoje é o primeiro dos três dias oficiais de luto oficial declarado no país por causa dos mortos no ataque, realizado pela milícia radical islâmica somali Al Shabab. Pelo menos 72 pessoas morreram, e esse número pode aumentar à medida que são removidos os escombros do Westgate. Por causas ainda não explicadas publicamente, três andares do centro comercial vieram abaixo, e o próprio presidente do Quênia, Uhuru Keniata, afirmou que poderia haver corpos soterrados, tanto de vítimas como de terroristas. Em entrevista coletiva hoje à tarde, o Ministro do Interior, Joshep Ole Lenku, disse ser "improvável" que haja mais vítimas civis entre as ruínas. A Cruz Vermelha, uma das fontes mais confiáveis no Quênia, informou que há 71 desaparecidos, pessoas que possivelmente estavam no shopping quando o ataque começou, no sábado, e que não fizeram contato com seus familiares desde então. A Al Shabab afirma que 137 refens morreram. A investigação tem vários objetivos, identificar as causas do desabamento de três dos quatro andares do shopping, um grupo de engenheiros espera resolver antes de uma semana. É também questionada a possibilidade de uma britânica estar envolvida nos ataques. O Ministério das Relações Exteriores do Reino Unido confirmou hoje a prisão de um britânico no Quênia, mas não informou se por algum envolvimento com o ataque. Segundo as autoridades quenianas, vários estrangeiros podem ter participado do atentado, mas suas nacionalidades "serão reveladas no momento adequado", afirmou o ministro do Interior. Um núcleo da investigação se dedica a descobrir como os milicianos salafistas planejaram e executaram um ataque com armas de repetição, granadas e explosivos. A polícia queniana não descarta a possibilidade de alguns dos autores terem alugado uma sala no centro comercial. O embaixador dos Estados Unidos no Quênia, Robert Godec, afirmou que dará toda a ajuda necessária para levar os autores do atentado à justiça. "A terrível violência sem sentido que vimos nos últimos dias no centro comercial Westgate é, como disse o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, um lembrete do mal indizível em nosso mundo", ressaltou o embaixador. Da Alemanha, a chanceler Angela Merkel ratificava sua colaboração à investigação e se mostrava "profundamente consternada pela brutalidade" do ataque. Após o massacre e o luto, a consequência imediata foi o medo e a blindagem em uma cidade que, em alguns bairros, já era uma jaula de ouro para estrangeiros e poderosos. Os carros faziam fila esta manhã na entrada dos edifícios comerciais, por causa da atenta revista feita pelos seguranças, enquanto os empregados eram inspecionados até os bolsos. O governo queniano ordenou o reforço da segurança em todos as fronteiras e aeroportos do país, e ao mesmo tempo lança constantes mensagens de unidade para os cidadãos. EFE jmc/cd (vídeo)

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