‘Desafio da pobreza’ viraliza na Coreia do Sul e provoca reação negativa
Trend nas redes sociais mistura luxo ostensivo e ironia sobre dificuldades financeiras
Internacional|Do R7
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Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Uma nova trend nas redes sociais da Coreia do Sul tem provocado forte repercussão negativa ao associar exibições de riqueza a comentários irônicos sobre pobreza.
Conhecido como “desafio da pobreza”, o movimento reúne postagens que mostram carros esportivos, bens de luxo, grifes da moda e imóveis caros acompanhados de legendas que reclamam de uma suposta vida de escassez.
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As publicações costumam contrastar itens caros com símbolos de economia, como macarrão instantâneo. Entre os exemplos que circularam amplamente estão chaves de Ferrari ao lado de miojo barato, sacos de macarrão empilhados sobre um carro esportivo vermelho e salas repletas de obras de arte descritas como tudo o que alguém “tem na vida”.
O que começou como uma piada rapidamente se transformou em um fenômeno controverso. Usuários passaram a classificar o desafio como ofensivo, por trivializar dificuldades reais enfrentadas por pessoas que lutam para pagar alimentação, moradia e cuidados médicos.
A crítica ganhou mais visibilidade após manifestações públicas do cantor e ator Kim Dong-wan, que usou as redes sociais para condenar a trend. Em sua mensagem, ele afirmou que pobreza não é um sentimento para ser usado como brincadeira e relatou experiências pessoais de privações financeiras vividas ao lado da mãe.
Segundo o artista, ainda há estudantes universitários que precisam decidir se conseguem comprar um simples lanche por falta de dinheiro. Para ele, o uso banal do termo “pobreza” ignora a dor associada à falta de recursos e transforma uma realidade dura em motivo de humor.
A reação online tem sido majoritariamente negativa. Muitos internautas afirmaram que ostentar riqueza de forma direta seria menos ofensivo do que enquadrá-la como sofrimento econômico. Outros apontaram que a trend revela uma desconexão crescente entre consumidores abastados e quem enfrenta dificuldades financeiras reais.
Para críticos, o desafio transforma a pobreza em entretenimento e esvazia seu significado social. As postagens, dizem, soam mais como deboche do que humor, ampliando a percepção de insensibilidade diante das desigualdades econômicas no país.
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