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Desastre nuclear de Fukushima matou por radiação? Veja o que dizem relatórios

Estudos desmentem que a tragédia causou mortes diretamente relacionadas à exposição radioativa

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O desastre de Fukushima gerou debates sobre os efeitos da radiação liberada.
  • Estudos de 15 anos não encontraram evidências de mortes diretamente ligadas à exposição à radiação.
  • As doses de radiação recebidas foram significativamente menores do que as de Chernobyl.
  • Mais de 2.300 mortes foram registradas, atribuídas ao estresse e dificuldades pós-desastre, não à radiação.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Mais de 195 mil pessoas que moravam perto da usina foram examinadas em 2011 Divulgação\PubMed Central

O desastre na usina nuclear de Fukushima, no Japão, gerou debates sofre os efeitos da radiação liberada no ambiente. Ao longo dos últimos 15 anos, estudos e relatórios internacionais se dedicaram a investigar se o desastre provocou mortes diretamente relacionadas à exposição radioativa, mas não encontraram evidências.

Em 2011, foram examinados mais de 195 mil moradores que viviam perto da usina e não foram encontrados efeitos prejudiciais à saúde relacionados à radiação, segundo a Associação Nuclear Mundial.

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De acordo com a organização internacional, a radiação liberada durante o desastre foi medida em diferentes formas. O impacto da exposição ao material radioativo no corpo humano é calculado em mSv (milisieverts). O estudo explica que uma dose de 250 mSv aumenta ligeiramente o risco de câncer no futuro, enquanto 1.000 mSv pode causar síndrome aguda da radiação.

No caso de Fukushima, as medições feitas após o acidente indicaram níveis relativamente baixos de exposição para a população. Exames realizados em mais de 195 mil moradores não encontraram alterações prejudiciais à saúde ligados à radiação. Testes em crianças, para verificar a contaminação na glândula tireoide, também mostraram resultados dentro dos limites considerados normais.

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Os relatórios também apontam que as doses recebidas pelos moradores foram significativamente menores do que as observadas no desastre de Chernobyl, em 1986. Em Fukushima, a dose média estimada na tireoide de moradores foi de cerca de 4 mSv.

Uma avaliação conduzida pelo UNSCEAR (Comitê Científico das Nações Unidas sobre os Efeitos da Radiação Atómica), divulgado em 2022, reforçou que a radiação não causou efeitos prejudiciais à saúde dos moradores e diz ser improvável que ainda apareçam impactos da tragédia entre essas pessoas.

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Apesar da radiação não ter sido apontada como causa direta de mortes, a tragédia teve outras consequências graves para. Autoridades japonesas registraram mais de 2.300 mortes relacionadas ao desastre. As causas das fatalidades seriam o estresse da evacuação, doenças agravadas pela mudança inesperada de vida e falta de acesso a cuidados médicos após o terremoto e tsunami.

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