Logo R7.com
RecordPlus
‌

Dia de protestos na França termina com 441 policiais feridos

Ao menos 457 pessoas foram presas, enquanto uma manifestante perdeu o polegar durante o motim popular

Internacional|Do R7

  • Google News

Adicione como fonte preferencial no Google

Opens in new window
Policiais tentam controlar manifestantes durante protesto na França
Policiais tentam controlar manifestantes durante protesto na França

A polícia disparou gás lacrimogêneo e lutou contra violentos manifestantes vestidos de preto em Paris e em toda a França nesta quinta-feira (23), enquanto centenas de milhares de pessoas marcharam contra o plano do presidente Emmanuel Macron de aumentar a idade de aposentadoria.

O nono dia de protestos em todo o país, em grande parte pacíficos, interrompeu viagens de trem e avião. Os professores estavam entre as muitas profissões que abandonaram o trabalho, dias depois de o governo aprovar um projeto de lei para aumentar a idade de aposentadoria de 62 para 64 anos.

As manifestações na região central de Paris foram de maneira geral pacíficas, mas alguns grupos quebraram vitrines, destruíram móveis urbanos e saquearam um restaurante. Os confrontos ocorreram quando a tropa de choque repeliu os manifestantes com gás lacrimogêneo e bombas de efeito moral.

O ministro do Interior do país, Gerald Darmanin, disse que 441 policiais ficaram feridos e 457 pessoas foram presas em todo o país. Dezenas de manifestantes também sofreram lesões, incluindo uma mulher que perdeu um polegar na cidade de Rouen, na região da Normandia.

‌

"Há bandidos, muitas vezes da extrema esquerda, que querem derrubar o Estado e matar policiais", disse Darmanin depois de visitar a sede da polícia de Paris na noite de quinta-feira.

Pequenos grupos continuaram a enfrentar a polícia em Paris até tarde da noite, acendendo fogueiras em todo o centro da cidade e brincando de gato e rato com as forças de segurança.

‌

A polícia também disparou gás lacrimogêneo contra alguns manifestantes em várias outras cidades, incluindo Nantes e Lorient, no oeste, e Lille, no norte, e usou canhões de água contra outros em Rennes, no noroeste.

Os sindicatos temem que os protestos possam se tornar mais violentos se o governo não der atenção à crescente raiva popular em relação às mudanças no setor previdenciário.

‌

"Esta é uma resposta às falsidades expressas pelo presidente e sua teimosia incompreensível", disse Marylise Leon, vice-secretária-geral da central sindical CFDT. "A responsabilidade desta situação explosiva não é dos sindicatos, mas do governo."

Os sindicatos pediram uma ação regional no fim de semana e novas greves e protestos em todo o país em 28 de março, dia em que o rei Charles 3º, do Reino Unido, deve viajar de trem de Paris para Bordeaux.

A entrada principal da prefeitura de Bordeaux foi incendiada na quinta-feira, dias antes da visita do monarca à cidade no sudoeste francês.

Leia também

Na quarta-feira (22), Macron quebrou semanas de silêncio sobre a nova política, insistindo que a lei entraria em vigor no final do ano. O presidente francês comparou os protestos com a invasão do Capitólio dos Estados Unidos em 6 de janeiro de 2021.

Slogans e faixas foram dirigidas ao presidente, que evitou os repórteres ao chegar a Bruxelas para uma cúpula de líderes da União Europeia.

As pesquisas de opinião há muito mostram que a maioria dos eleitores se opõe à nova legislação previdenciária. A raiva aumentou na semana passada, quando o governo forçou as mudanças pela câmara baixa do parlamento, sem votação.

Siga R7 no Google e fique por dentro de tudo que acontece

Seguir no Google

Últimas

‌

Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.