Diamante rosa roubado em 1920 e escondido em maçã é exibido pela 1ª vez após 100 anos
Pedra preciosa foi roubada após criminosos invadirem o castelo onde ela estava
Internacional|Do R7
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Uma joia histórica que desapareceu durante um assalto há quase um século voltou a ser apresentada ao público na França. O diamante rosa Grand Condé, de nove quilates, está em exposição no Museu Condé, instalado no Château de Chantilly, a cerca de 50 quilômetros de Paris. A mostra ficará aberta até 3 de janeiro.
A pedra preciosa foi roubada em outubro de 1926, quando criminosos invadiram o castelo durante a noite. O desfecho do caso, porém, teve um elemento inesperado: semanas depois do furto, uma camareira encontrou o diamante ao morder uma maçã usada pelos ladrões para esconder a joia.
A reexibição apresenta ao público uma peça rara do patrimônio histórico francês e reúne documentos de arquivo, pesquisas acadêmicas e informações sobre a trajetória do diamante. O material também ajuda a reconstruir as circunstâncias do roubo, que chamou a atenção da imprensa na época.
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Joia atravessou gerações da realeza francesa
Com lapidação em formato de pera, o Grand Condé integra um grupo restrito de peças históricas que sobreviveram à Revolução Francesa. Sua origem exata ainda não foi estabelecida, mas registros permitem acompanhar parte de sua passagem por importantes coleções aristocráticas.
Um inventário de 1740, elaborado após a morte de Louis Henri de Bourbon, príncipe de Condé, já mencionava a pedra entre seus bens. Mais tarde, o diamante passou pela coleção da rainha Maria Amélia de Bourbon-Sicílias, mulher do rei Luís Filipe I, e chegou às mãos de Henri de Orléans, duque de Aumale.
O duque deixou a joia para o Institut de France, instituição que também recebeu o Château de Chantilly e um amplo conjunto de obras de arte e manuscritos. O castelo abriga atualmente o Museu Condé, responsável por preservar esse patrimônio.
A nova exposição também ocorre em meio à preocupação com a segurança de museus europeus, após uma série de roubos recentes, entre eles um assalto ao Museu do Louvre, em Paris, em 2025. O diretor do Museu Condé, Mathieu Deldicque, não revelou o valor pelo qual o diamante está segurado, mas afirmou que estudos foram realizados para confirmar a identidade da peça.
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