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Direita britânica protesta contra muçulmanos e Cameron sofre pressão

Internacional|Do R7

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Por Costas Pitas

LONDRES, 27 Mai (Reuters) - Cerca de mil manifestantes de ultradireita saíram nesta segunda-feira pelo centro de Londres num protesto antimuçulmano, motivado pelo assassinato de um militar na semana passada na cidade.

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"Suicidas muçulmanos, saiam das nossas ruas", gritavam os participantes do ato, que foi tenso, mas em geral pacífico. Os manifestantes, ligados ao grupo Liga de Defesa Inglesa, ficaram em frente à residência oficial do primeiro-ministro David Cameron, agitando cartazes e gritando obscenidades anti-islâmicas.

"O extremismo islâmico é provavelmente a ameaça número 1 à Grã-Bretanha", disse o manifestante Ben Gates.

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Na última quarta-feira, o soldado Lee Rigby, de 25 anos, foi atropelado e esfaqueado numa rua londrina por dois homens que disseram agir como vingança pelas guerras britânicas em países islâmicos.

No sábado, um protesto contra o crime já havia atraído quase 2.000 pessoas em Newcastle (norte). Dois homens foram presos durante a noite por atirarem bombas caseiras contra um centro cultural islâmico de Grimsby, no nordeste da Inglaterra. Ataques similares já haviam sido registrados na semana passada.

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Enquanto grupos antirracismo alertavam para o risco de mais represálias, Cameron sofria intensa pressão nesta segunda-feira por sair de férias. Diante das fotos em que ele aparece veraneando em Ibiza, alguns jornais questionaram sua liderança num momento de inquietação.

"Será que Ibiza está ‘sussa' o bastante para você, primeiro-ministro?", perguntou o jornal direitista Daily Mail.

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A entidade Faith Matters, que atua pela conciliação religiosa, disse ter notado um aumento nos registros de ataques anti-islâmicos por meio do seu disque-denúncia. O grupo descreveu os incidentes como "ataques muito focados e muito agressivos".

Em Londres, dois memoriais de guerra foram vandalizados durante a noite com pichações vermelhas, incluindo a palavra "islã".

Numa tentativa de se contrapor ao protesto da direita, o grupo antifascista "Unam-se Contra o Racismo" realizou sua própria manifestação perto da residência oficial, mas atraiu bem menos participantes do que no protesto da Liga de Defesa Inglesa.

Alguns manifestantes de direita atiraram garrafas e moedas nos rivais antifascistas. Um cordão de agentes e veículos policiais impediu que os dois grupos se aproximassem.

Dois suspeitos de origem nigeriana foram baleados e presos logo depois do ataque que matou o soldado na semana passada, e no total as autoridades detiveram dez pessoas por suspeita de ligação com o crime, mas três delas já foram liberadas sob fiança.

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