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Trump diz que ‘Europa não está indo na direção certa’ e descarta usar força pela Groenlândia

Presidente americano criticou impasse por aquisição da ilha e disse que só os EUA podem garantir a região

Internacional|Do R7, com Estadão Conteúdo e Reuters

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Donald Trump critica políticas da Europa e afirma que o continente "não está na direção certa".
  • Em discurso no Fórum Econômico Mundial, ele destaca problemas em energia, migração e comércio.
  • Trump pede negociações para a aquisição da Groenlândia, ressaltando sua importância geopolítica.
  • O presidente afirma que a economia dos EUA está em expansão e se vangloria de reduções no déficit comercial.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Trump discursou nesta quarta-feira (21) em Davos Denis Balibouse/Reuters - 21.01.2026

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou, durante seu discurso no Fórum Econômico Mundial, em Davos, na Suíça, nesta quarta-feira (21), que “ama” a Europa, mas que o continente “está na direção errada” em diversas de suas políticas, como energia, migração e comércio, por exemplo.

“Eu amo a Europa e quero ver a Europa ir bem, mas ela não está indo na direção certa”, disse Trump na reunião anual do Fórum Econômico Mundial.


Segundo o presidente estadunidense, certos lugares no continente “já não são reconhecíveis”. Trump afirmou também que a Europa, atualmente, está “recheada de empregos sujos”.

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É um caminho escolhido com insensatez, que levou a déficits crescentes, a maior onda de imigração em massa da história e muitas partes do mundo sendo destruídas diante de nossos olhos”, continuou.


O presidente dos EUA afirmou que seu governo acredita “profundamente” no vínculo que mantém com a Europa.

“É por isso que questões como energia, comércio, imigração e crescimento econômico precisam ser preocupações centrais para qualquer um que queira ver um Ocidente forte e unido, porque a Europa e esses países precisam fazer a parte deles”, disse Trump.


O comentário acontece diante de incertezas entre Washington e Bruxelas, após Trump ameaçar impor tarifas progressivas contra oito países europeus, diante das investidas americanas para a aquisição da Groenlândia, que pertence à Dinamarca.

Uso de força na Groenlândia

Trump afirmou que não falaria sobre a questão da Groenlândia em seu discurso, mas decidiu abordar o tema, sensível aos europeus, no fórum realizado na Europa para líderes de todo o mundo.


O presidente americano pediu negociações imediatas para um acordo de aquisição da ilha e afirmou que não usaria a força em sua campanha pela região.

“Estou buscando negociações imediatas para, mais uma vez, discutir a aquisição da Groenlândia pelos Estados Unidos”, disse ele aos líderes mundiais reunidos em Davos.

“Tudo o que eu peço é um pedaço de gelo, tudo o que pedimos é a Groenlândia. É para a proteção do mundo”, disse. “Não conseguiremos nada a menos que eu use força excessiva, mas eu não farei isso”, acrescentou.

Trump disse também que somente os EUA são capazes de garantir a Groenlândia e que a necessidade urgente de negociações não tem nada a ver com terras raras.

“Somos um poder muito grande, vocês viram há semanas na Venezuela”, disse o presidente dos Estados Unidos.

‘Dinamarqueses ingratos’

Trump citou que seu país devolveu a Groenlândia à Dinamarca após o fim da Segunda Guerra Mundial e afirmou que os Estados Unidos foram “burros” por esta decisão.

Segundo o presidente americano, os dinamarqueses são “ingratos” por não atenderem a demanda de seu país. “Tudo que os Estados Unidos estão pedindo é um lugar chamada Groenlândia.”

Para Trump, a região do Ártico será crucial para a paz mundial. “Se houver uma guerra, muito da ação vai acontecer naquele pedaço de gelo.”

Na ponta geopolítica, o presidente norte-americano disse que a Groenlândia tem “uma escolha” diante do pedido de aquisição americana. “Se disser ‘não’, nós lembraremos disso”, ameaçou.

“Injustiça” da Otan

Trump alegou que a Europa e a Otan não valorizam o trabalho que Washington faz pela segurança da região e que os Estados Unidos têm sido “tratados de maneira muito injusta” pela aliança.

“Nunca recebemos nada da Otan, pagamos por quase toda a aliança” disse. “É sempre uma via de mão única”, completou.

Acordo com Putin

Trump disse conhecer “muito bem” o presidente russo, Vladimir Putin, e que a guerra contra a Ucrânia não teria acontecido se ele fosse presidente em 2022, quando aconteceu a invasão russa.

“Estou lidando com Putin e ele quer fazer um acordo sobre a Ucrânia. O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, também quer, vou me encontrar com ele hoje”, acrescentou, ao dizer que a Europa deveria trabalhar com Kiev, não Washington.

“Ao acabar com a guerra na Ucrânia, estarei ajudando a Europa e a Otan”.

Crescimento da economia americana

Trump também afirmou que a economia dos Estados Unidos está em expansão e que os investimentos no país estão disparando, enquanto a inflação, segundo ele, foi derrotada.

“Vocês verão um crescimento que nenhum país jamais viu. A estimativa de crescimento do quarto trimestre de 2025 dos EUA é de 5,4%”, informou Trump, ao dizer que as pessoas “estão felizes” com ele e que a inflação subjacente ficou em 1,5% no 4º trimestre de 2025.

Trump disse acreditar que suas políticas podem impulsionar “ainda mais” o crescimento e mencionou que pretende elevar os padrões de vida.

De acordo com o republicano, a produção de gás natural liquefeito (GNL) dos EUA “está nas máximas históricas”, a produção de petróleo americano aumentou 730 mil barris por dia, e o país “está com tudo” na energia nuclear.

Segundo Trump, o país precisa dobrar a produção de energia atual, principalmente por conta da demanda de inteligência artificial - setor que, segundo ele, é liderado mundialmente pelos EUA - e investirá “pesadamente” na energia nuclear.

“Podemos ter energia nuclear a bons preços e de forma segura”, disse.

Ao falar das políticas energéticas na Alemanha e no Reino Unido, o republicano criticou a criação de parques de energia eólica no continente.

Trump não atacou diretamente o chanceler alemão, Friedrich Merz, e disse que o mandatário está resolvendo os problemas de energia da Alemanha. Sobre a França, Trump disse que o governo em Paris está “tirando vantagem dos EUA há 30 anos”.

Tarifas a outros países

O presidente dos Estados Unidos se vangloriou de feitos realizados em sua administração durante o último ano e defendeu a imposição de tarifas contra outros países, que, segundo ele, serviram para que eles pagassem prejuízos causados aos EUA.

“Com tarifas, reduzimos o déficit comercial americano, que era um dos maiores do mundo, sem causar inflação”, disse, ao mencionar que as tarifas ajudaram a reduzir o déficit mensal dos EUA em 77%.

Segundo ele, nações europeias, o Japão e a Coreia do Sul são parceiros norte-americanos. “Quando os EUA vão bem, os outros países acompanham”, afirmou.

Críticas ao Canadá

Trump reagiu às declarações do primeiro-ministro do Canadá, Mark Carney, que, na terça-feira (20), disse que países estão utilizando tarifas como “armas e vulnerabilidades a serem exploradas”, sem se referir diretamente aos EUA.

“O Canadá recebe muitas vantagens de nós, aliás. Eles também deveriam ser gratos, mas não são. Eu assisti ao seu primeiro-ministro ontem. Ele não tem sido grato aos EUA recentemente”, disse.

“O Canadá vive por causa dos Estados Unidos. Lembre-se disso, Mark, da próxima vez que fizer suas declarações”, completou Trump.

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