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DNA de Leonardo da Vinci pode estar ‘escondido’ em suas obras; entenda

Estudo sugere que o artista usava pincéis feitos com cerdas de javali, comum no período renascentista

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Cientistas do Projeto Leonardo da Vinci buscam traços de DNA do artista em suas obras.
  • A investigação explora objetos que Leonardo pode ter manuseado para entender mais sobre sua vida.
  • Testes mostraram presença de DNA ambiental e até vestígios de pincéis usados por ele.
  • O projeto pode revelar informações sobre a ascendência e a dieta de Leonardo, entre outros aspectos de sua vida.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Projeto Leonardo da Vinci visa criar um perfil detalhado do pintor de Mona Lisa Pexels

Cinco séculos após sua morte, o pintor de Mona Lisa segue despertando curiosidade entre historiadores. Cientistas do Projeto Leonardo da Vinci tentam descobrir se traços do DNA do artista podem estar preservados em obras e documentos ligados a ele.

Detalhes sobre a vida do renascentista ainda são mistérios para a arte. Ele morreu em 1519, não teve filhos e seu túmulo foi destruído durante a Revolução Francesa. Embora existam relatos sobre ossos que teriam sido recuperados, a origem nunca foi comprovada.


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Diante disso, o Projeto Leonardo da Vinci decidiu investigar objetos que o artista pode ter manuseado ao longo da vida. O objetivo, segundo a instituição, é gerar conhecimento sobre a vida e a obra do artista, através de ferramentas de biologia e parceria com especialistas.

“As novas tecnologias de investigação abrangem genética e genealogia, microbiologia, antropologia física, química, hidráulica e visualização. Um dos principais meios para alcançar esse conhecimento seria o perfil genômico de Leonardo”, diz o site do projeto.


Entre os itens analisados estão cartas e um desenho conhecido como Menino Sagrado, cuja autoria é discutida entre profissionais da arte. Em entrevista à CNN, cientistas disseram que a esperança é que os materiais ainda guardem os resíduos genéticos.

“Há muito material biológico proveniente do indivíduo que pode ser rastreado até um pedaço de papel ou uma tela que o absorva”, explicou Norberto Gonzalez-Juarbe, um dos autores do estudo.


Para evitar danos às peças históricas, a equipe testou diferente formas de coleta até chegar ao método dos conetes secos. O instrumento é capaz de recolher material genético sem comprometer as obras.

Dessa forma, cientistas encontraram a presença de DNA ambiental nos materiais, ou seja, vestígios de bactérias, fungos, plantas e animais. Uma das descobertas sugere que o artista usava pincéis feitos com cerdas de javali, comum no período renascentista.


Além disso, segundo os pesquisadores, foi encontrada uma sequência do cromossomo Y associada a um homem. Embora não seja possível afirmar que o material genético pertença a Leonardo, a repetição poderia ajudar a reconstruir seu genoma no futuro.

De acordo com o Projeto Leonardo da Vinci, um perfil detalhado poderia revelar uma série de informações sobre o pintor, como ascendência, reconstrução virtual do rosto e autoria de obras. Uma das metas é estudar os atributos incomuns de Leonardo, como sua acuidade visual.

“Se o DNA permitir a autenticação de outros restos mortais, como ossos ou dentes, então também poderá ser possível obter informações sobre a causa da morte de Leonardo, atualmente desconhecida, sua dieta (acredita-se que tenha sido vegetariana durante a maior parte de sua vida) e outros aspectos de sua vida e obra. Os antropólogos físicos envolvidos no projeto possuem habilidades forenses excepcionais para lidar com essas questões.”

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