‘É bem possível que ocorra uma prisão perpétua’, diz especialista sobre julgamento de Maduro
Ex-ditador venezuelano está preso há três meses e responde por narcoterrorismo, conspiração e posse de armas explosivas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Nicolás Maduro enfrenta uma nova audiência na Justiça dos Estados Unidos nesta quinta-feira (26). É a segunda vez que o ex-ditador venezuelano comparece ao tribunal de Nova York, em Manhattan, onde responde por narcoterrorismo, conspiração para tráfico de cocaína e conspiração em posse de armas explosivas. Ele se declara inocente de todas as acusações.
O consultor de risco político e relações internacionais Marcelo Suano esclareceu o complexo julgamento no Hora News do mesmo dia. Segundo ele, o governo norte-americano usa circunstâncias, tanto do direito internacional quanto nacional, para justificar juridicamente o aprisionamento de Maduro.

Suano citou como exemplo a extraterritorialidade da lei penal: “Quando um crime é transnacional, ou seja, se ele é cometido em determinado local, mas produz efeito em outro, ele pode ser julgado naquele lugar onde o efeito foi produzido”. Além disso, há a possibilidade de que ele seja defendido por advogados públicos em vez de privados.
Isso ocorre devido ao fato de os defensores precisarem esclarecer a origem do pagamento do cliente, que, neste caso, seria de fundos ilícitos: “Maduro não deixará de ter defesa. O problema é que ele não terá uma banca de advogados gigantesca e caríssima. E a questão é porque ele é considerado um cidadão comum, ou melhor, um criminoso comum”.
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O consultor explica que tal classificação se dá pelo fato de os EUA não considerarem o ex-ditador como líder legítimo. O especialista ainda criticou os meios pelos quais o venezuelano chegou a comandar a nação: “Em 2012, quando Hugo Chávez adoeceu, ele não queria ninguém para fazer sombra a ele. Por isso indicou o Maduro. [...] Ele ascendeu como um medíocre. Razão pela qual nem conseguiu ser um grande ditador”.
Ao ser questionado sobre qual pena poderá ser aplicada ao réu caso o julgamento o considere culpado, o profissional foi conclusivo: “É bem possível que ocorra uma prisão perpétua. O que os advogados estão tentando anular é dizer que há fragilidade nas acusações contra o Maduro. Mas não há fragilidade, porque os elementos são muito concretos. [...] Nos Estados Unidos [...] eles não brincam com questão jurídica”.
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