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Maduro pode pegar pena de morte ou prisão perpétua? Entenda

Ditador venezuelano deve cumprir pena de acordo com legislação de Nova York; julgamento começa nesta segunda-feira

Internacional|Yumi Kuwano, do R7, em Brasília

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nicolás Maduro é julgado em Nova York por narcoterrorismo e outros crimes.
  • Se condenado, pode enfrentar pena de prisão perpétua, pois a pena de morte não é mais aplicada em Nova York.
  • Maduro e sua esposa foram capturados pelas Forças Armadas dos EUA durante uma operação na Venezuela.
  • Donald Trump afirmou que os EUA vão administrar a Venezuela enquanto a transição de poder ocorre.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Ditador e sua mulher foram capturados pelas Forças Armadas dos Estados Unidos Miraflores Palace/Reuters - 28.12.2025

Acusado de narcoterrorismo, tráfico de drogas, posse de armas de uso restrito e conspiração contra os Estados Unidos, o presidente venezuelano Nicolás Maduro será julgado pela Justiça de Nova York a partir desta segunda-feira (5). Caso seja condenado, ele ficará sujeito à legislação do estado, que prevê como pena máxima a prisão perpétua para crimes graves.

Segundo o governo dos Estados Unidos, Maduro e sua mulher, Cilia Flores, foram capturados pelas Forças Armadas americanas durante uma operação na Venezuela e levados ao Centro de Detenção Metropolitano em Nova York, prisão de alta segurança, que abrigou Joaquín “El Chapo” Guzmán antes de sua sentença de prisão perpétua.

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Em nota divulgada nas redes sociais, a procuradora-geral dos Estados Unidos, Pamela Bondi, elogiou a operação e agradeceu ao presidente Donald Trump e às Forças Armadas americanas.

“Em nome de todo o Departamento de Justiça dos EUA, gostaria de agradecer ao presidente Trump por ter a coragem de exigir responsabilização em nome do povo americano, e um enorme agradecimento às nossas bravas Forças Armadas que conduziram a incrível e bem-sucedida missão de captura desses dois supostos narcotraficantes internacionais”, escreveu.

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Nesses casos envolvendo mais de um país, pode haver dúvidas de como o processo será conduzido, mas o especialista em direito internacional Wagner Parente acredita que dificilmente os Estados Unidos vão recorrer à Corte Internacional de Justiça.

“Ele vai ser julgado nos Estados Unidos, pela legislação americana, por um promotor americano e por um juiz americano. Primeiro porque os Estados Unidos nunca aceitaram a jurisdição da Corte Internacional de Justiça e segundo pelas declarações que Trump deu até agora”, analisa o advogado.

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A professora de direito internacional da USP (Universidade de São Paulo) Maristela Basso explica que, no caso de Maduro, vigora a doutrina Ker–Frisbie, um entendimento do direito constitucional e processual penal dos Estados Unidos sobre como uma pessoa pode ser levada à jurisdição de um tribunal norte-americano.

Segundo Maristela, a Suprema Corte dos EUA considera válido esse entendimento, mesmo que o processo tenha começado de forma irregular ou ilegal.

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“Mesmo que o acusado tenha sido sequestrado, retirado à força de outro país ou trazido sem extradição formal, ainda assim, o tribunal norte-americano continua competente para julgá-lo. O foco está na jurisdição sobre a pessoa presente no território, e não na legalidade internacional do meio empregado para trazê-la”, explica.

Com isso, as penas serão fixadas pelo tribunal norte-americano, podendo chegar à pena máxima, que, desde 2007, é a prisão perpétua. No ano citado, Nova York revogou formalmente todas as disposições remanescentes que previam a pena de morte. Desde então, o estado não pode aplicar esse tipo de pena, nem mesmo para crimes gravíssimos.

Entenda o que aconteceu

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o país realizou um “ataque em larga escala” contra a Venezuela e que o ditador Nicolás Maduro foi capturado.

Vídeos que circulam nas redes sociais mostram helicópteros das Forças de Operações Especiais dos EUA sobrevoando Caracas durante a madrugada.

No começo da madrugada, múltiplas explosões atingiram a cidade e outras regiões do país. Diante da situação, a ditadura de Nicolás Maduro declarou estado de emergência por causa da “ofensiva imperialista” dos Estados Unidos.

Segundo comunicado da ditadura venezuelana, ataques também ocorreram nos estados de Miranda, Aragua e La Guaira.

A vice-presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, assumiu a Presidência interina do país e o presidente Donald Trump afirmou que os EUA vão administrar a Venezuela por tempo indeterminado.

Segundo o norte-americano, a operação deve durar até a organização de uma transição de poder adequada. Trump não deu detalhes de como a administração estrangeira na Venezuela vai funcionar na prática — mas destacou que a operação não terá custos extras para os EUA.

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