Elo entre atirador de Christchurch e extremistas austríacos é confirmado
Chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, diz que terrorista fez depósitos em contas do Movimento Identitário, grupo supremacista europeu
Internacional|Do R7

O chanceler da Áustria, Sebastian Kurz, disse nesta quarta-feira (27) que existe um elo financeiro entre o homem que matou 50 pessoas em ataques a tiros em mesquitas de Christchurch, na Nova Zelândia, e o Movimento Identitário de extrema-direita austríaco.
Hansjoerg Bacher, porta-voz dos procuradores da cidade austríaca de Graz, disse que Martin Sellner, chefe do Movimento Identitário —que diz querer preservar a identidade da Europa — recebeu 1.500 euros no início de 2018 de um doador com o mesmo nome do homem acusado de homicídio pelo ataque de Christchurch.
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"Agora podemos confirmar que houve apoio financeiro, e portanto um elo entre o agressor da Nova Zelândia e o Movimento Identitário da Áustria", disse Kurz.
Sellner: 'Não sou terrorista'
Sellner publicou um vídeo no YouTube no qual disse ter recebido uma doação do homem e que a polícia fez uma operação em sua casa devido aos possíveis laços com o atirador de Christchurch.
Ele disse no vídeo: "Não sou membro de uma organização terrorista. Não tenho nada a ver com este homem, além de ter recebido uma doação dele passivamente".
Bacher disse que há uma investigação em andamento para determinar se houve laços criminalmente relevantes entre Sellner e o agressor.
O Ministério do Interior da Áustria não quis comentar.
Governo cogita dissolver movimento supremacista
Kurz disse que o país cogita dissolver o Movimento Identitário.
"Nossa posição sobre isto é muito clara, absolutamente nenhum tipo de extremismo --sejam islâmicos radicais ou extremistas fanáticos de direita-- tem qualquer lugar em nossa sociedade", afirmou Kurz.
Na terça-feira, ele disse no Twitter que qualquer conexão entre o atirador de Christchurch e membros do Movimento Identitário na Áustria precisa ser plenamente esclarecida.
O vice-chanceler austríaco, Heinz-Christian Strache, do Partido da Liberdade (FPO) de extrema-direita, disse que sua sigla não tem nada a ver com o Movimento Identitário.










