Em meio à pressão, ex-príncipe Andrew pode ser removido da sucessão ao trono britânico
Irmão do rei Charles 3º foi solto horas após ser preso por suspeita de má conduta em cargo público
Internacional|Do R7
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Apesar de ter perdido os títulos reais, incluindo o status de príncipe, Andrew Mountbatten-Windsor segue na linha de sucessão ao trono britânico. Desde que foi preso, na quinta-feira (19), cresce a pressão para que ele perca a posição.
Andrew foi preso sob suspeita de má conduta em cargo público por supostamente ter enviado documentos confidenciais do governo britânico ao criminoso sexual Jeffrey Epstein. O membro da Família Real Britânico foi solto horas depois.
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Segundo a BBC, o governo britânico poderia apresentar medidas para remover o filho da rainha Elizabeth 2º e irmão do rei Charles 3º da sucessão real.
Quando nasceu, em 1960, Andrew ocupava a segunda posição na ordem de sucessão, atrás apenas de Charles. Embora fosse o terceiro filho de Elizabeth 2º, ele aparecia à frente da princesa Anne, conforme determinava a legislação da época, que dava prioridade aos homens. A norma foi alterada em 2013, fazendo com que o sexo deixasse de ser determinante.
Andrew perdeu posições após o nascimento do filhos de Charles, os príncipes William e Harry, e seus respectivos herdeiros (George, Charlotte, Louise, Archie e Lilibet). Atualmente, o ex-Duque de York é o 8º na linha. Caso fosse removido, ela passaria a ser ocupada por sua filha mais velha, Beatrice.
Como Andrew seria removido?
Para remover Andrew da linha de sucessão seria necessário um Ato do Parlamento, além do consentimento dos países da Commonwealth, onde Charles 3º é o monarca.
Na segunda-feira (23), o primeiro-ministro da Austrália, Anthony Albanese, manifestou apoio à medida. “À luz dos recentes acontecimentos envolvendo Andrew Mountbatten-Windsor, escrevo para confirmar que meu governo concordaria com qualquer proposta para removê-lo da linha de sucessão real”, escreveu o premiê em carta enviada ao seu homólogo britânico, Keir Starmer. O documento foi divulgado pela BBC.
“Concordo com Sua Majestade que a lei deve agora seguir seu curso completo e que deve haver uma investigação completa, justa e adequada”, continuou Albanese, em referência à declaração de Charles 3º após a prisão de Andrew. “Estas são acusações graves, e os australianos as levam a sério.”
Ainda que seja raro, não é inédito remover alguém da ordem pelo trono britânico. O rei Edward 8º deixou o trono após abdicar em 1936. A decisão fez com que George 6º, o pai de Elizabeth 2º, assumisse a Coroa.
Mais recentemente, o príncipe Michael de Kent, primo da rainha já falecida, foi excluído em 1978, após se casar com uma católica, o que não era permitido pelas regras da Família Real. Ele voltou a integrar a ordem sucessória em 2013.
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