Em vídeo no Twitter, ministro da Defesa da Bolívia renuncia ao cargo
Internacional|Do R7. com agências internacionais
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O ministro da Defesa da Bolívia, Javier Zavaleta, renunciou na segunda-feira e disse que, enquanto esteve no cargo, nunca ordenou que as Forças Armadas do país agisse contra a população.
Veja também: Ex-presidente da Bolívia Evo Morales pede asilo e México concede
Em vídeo publicado no Twitter, Zavaleta afirmou que, como ministro, sempre "preservou a institucionalidade das Forças Armadas à serviço da população".
"Jamais demos uma ordem para que nossos soldados e marinheiros empunhem uma arma contra seu povo e jamais a daremos. O Estado que construímos, é uma Bolívia onde um militar deve encarar a defesa de sua pátria ao lado de seu povo e nunca contra ele".
Ele mandou ainda um recado para os adversários políticos Carlos Mesa, derrotado por Evo Morales em uma eleição com suspeita de fraude, e ao líder da oposição, Luis Fernando Camacho.
"Senhor Carlos Mesa e Fernando Camacho um assunto político não se resolve aumentando o calibre da repressão, as balas não são a resposta nem a solução do problema. A política são as ideias contra as ideias e não zunido das balas".
A decisão de Zavaleta ocorre após as renúncias de Evo Morales da Presidência, de Álvaro García Linera do cargo de vice-presidente. Também renunciaram a presidente do Senado, Adriana Salvatierra, e o presidente da Câmara dos Deputados, Víctor Borda, que estavam na linha sucessória.
A presidente do Supremo Tribunal Eleitoral da Bolívia, Maria Eugenia Choque Quispe, deixou o cargo na manhã de domingo, e foi detida pela polícia logo após a renúncia de Evo Morales.
Ao anunciar a decisão, em uma tramissão em rede nacional de televisão, Morales denunciou perseguições políticas de Carlos Mesa, adversário nas eleições deste ano, e Luis Fernando Camacho, líder da oposição.
Asilo no México
Na noite desta segunda-feira, o agora ex-presidente embarcou em um avião para o México, que lhe concedeu asilo político por razões humanitárias.

Pelo Twitter, o secretário das Relações Exteriores mexicano, Marcelo Ebrard, confirmou que Morales já estava em um avião rumo ao país da América do Norte e postou uma foto do boliviano a bordo de um avião.
Por volta das 5h da manhã desta terça-feira, ainda não havia informações sobre o pouso.
O ex-presidente boliviano aceitou o asilo oferecido pelo governo mexicano. Mais cedo, na mesma rede social, Morales prometeu ao povo boliviano que em breve voltará ao país natal "com mais força".
"Irmãs e irmãos, parto rumo ao México, agradecido pelo governo desse povo irmão que nos ofereceu asilo para cuidarmos de nossa vida. Sinto dor por abandonar o país por razões políticas, mas sempre estarei atento. Logo voltarei com mais força e energia", prometeu.
Ebrard declarou nesta tarde que recebeu uma ligação de Morales na qual o ex-mandatário boliviano aceitou a oferta do México e solicitou "verbal e formalmente o asilo".
O chanceler explicou que o México "decidiu conceder asilo por razões humanitárias" a Morales "em virtude da urgência enfrentada na Bolívia, onde sua vida e integridade correm perigo".
Protestos
Os protestos violentos que tomam conta de várias cidades do país começaram haá cerca de um mês após a oposição, liderada por Carlos Mesa, denunciar fraude nas eleições bolivianas. Na ocasião, Evo Morales foi eleito, no primeiro turno, para o quinto mandato consecutivo.
A Organizações dos Estados Americanos (OEA) declarou que houve irregularidades nas eleições bolivianas. O então presidente chegou a convocar um novo pleito, mas os protestos continuaram.
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