Embaixadora dos EUA na ONU defende expansão "modesta" do Conselho de Segurança
Susan Rice se reuniu hoje em Brasília com o chanceler brasileiro Antonio Patriota
Internacional|Carolina Martins, do R7, em Brasília

O ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, aproveitou o encontro com a embaixadora dos Estados Unidos na ONU (Organização das Nações Unidas), Susan Rice, que estava em Brasília nesta quarta-feira (17), para reforçar o interesse do Brasil em ocupar uma cadeira no Conselho de Segurança da ONU. A americana defendeu uma expansão "modesta" do órgão principal das Nações Unidas.
Após reunião com a embaixadora, Patriota declarou que é preciso decidir, de forma urgente, a questão da expansão das cadeiras no conselho e lembrou que a maioria dos membros atuais é favorável a aumentar o número de vagas.
— Consideramos que precisamos tratar desse assunto com urgência. Não é uma questão acadêmica, é uma questão da governabilidade internacional. Já existem situações em que os impasses no Conselho de Segurança são levados para Assembleia Geral. Consideramos que temos uma contribuição a dar.
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O Conselho de Segurança é formado por cinco membros permanentes com direito a veto — EUA, Rússia, França, Inglaterra e China — além de dez membros rotativos, que exercem mandatos de dois anos: Argentina, Azerbaijão, Austrália, Guatemala, Luxemburgo, Marrocos, Paquistão, Coreia do Sul, Ruanda e Togo.
Patriota também destacou o papel de destaque regional do Brasil e lembrou que o País também tem importância global por manter relações diplomáticas com todos os membros da ONU e até com territórios ainda não reconhecidos pela entidade como um Estado, como a Autoridade Nacional Palestina.
As declarações foram dadas após o encontro de Susan Rice com Antonio Patriota, no Palácio do Itamaraty, em Brasília.
EUA defende expansão moderada
A embaixadora Susan Rice foi diplomática ao comentar a ambição do Brasil em assumir uma vaga no Conselho de Segurança da ONU. Ela disse concordar que o grupo precisa passar por uma revisão, para se adequar à realidade do século 21.
Por isso, ela concorda com a expansão do número de cadeiras, mas alerta que a reformulação precisa ser cautelosa.
— Nós estamos abertos a uma expansão modesta de membros permanentes e não permanentes no conselho. Mas não deve ser muito grande para que o conselho não perca sua eficiência.
Susan Rice também agradeceu a vontade do governo brasileiro em querer fazer parte do conselho e enalteceu o fato de o País se dispor a aumentar a responsabilidade global, mas em nenhum momento se disse favorável à participação.
A embaixadora disse apenas que as discussões sobre o assunto continuam.
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