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Embaixadora dos EUA na ONU diz que ação militar é única opção para Síria

Internacional|Do R7

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Por Tabassum Zakaria

WASHINGTON, 6 Set (Reuters) - A embaixadora dos EUA na ONU, Samantha Power, disse na sexta-feira, em seu primeiro discurso importante desde que assumiu o cargo, que uma ação militar limitada é a única opção que resta como resposta ao uso de armas químicas na Síria, já que os esforços diplomáticos estão paralisados.

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"Alguns perguntam, diante do nosso cansaço coletivo com as guerras, por que não podemos usar ferramentas não militares para alcançarmos os mesmos fins? Minha resposta a essa pergunta é: exaurimos as alternativas", disse Power no Centro para o Progresso Americano.

Nos últimos dias, o presidente Barack Obama tem tentado convencer o Congresso a aprovar uma ação militar que puna o governo de Bashar al Assad pelo suposto uso de armas químicas contra civis, na madrugada de 21 de agosto. O governo sírio nega ter cometido o ataque.

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Power disse que Assad "mal tirou um pedaço do seu enorme arsenal" de armas químicas, "e a comunidade internacional claramente ainda não tirou um pedaço da disposição dele para usá-las".

Advogada e ativista de direitos humanos, autora de um livro sobre a inação internacional diante de genocídios, Power descreveu o suposto ataque com gás sarin como uma "atrocidade" e um "comportamento homicida". Os EUA dizem que 1.429 pessoas foram mortas com gás sarin em subúrbios de Damasco, incluindo pelo menos 426 crianças.

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"No cálculo de custo-benefício de Assad, ele deve ter pesado os benefícios militares de usar essa arma hedionda, diante do reconhecimento de que ele pode se safar porque a Rússia protegeria a Síria no Conselho de Segurança", disse Power.

Ao citar as dificuldades diplomáticas para resolver a crise síria, Power ecoou a postura de Obama, que na sexta-feira, em entrevista coletiva durante a cúpula do G20 em São Petersburgo, criticou a Rússia e a China por vetarem repetidamente qualquer resolução do Conselho de Segurança da ONU contra Assad.

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"Se não conseguirmos reunir a coragem para agir quando os indícios estiverem claros, e quando a ação sendo contemplada for limitada, então nossa capacidade de liderar o mundo estará comprometida", afirmou a embaixadora em Washington.

Cerca de uma dúzia de manifestantes antiguerra se reuniram em frente ao prédio onde Power discursou.

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