Internacional Emendas que podem manter Putin no poder devem ser aprovadas

Emendas que podem manter Putin no poder devem ser aprovadas

Com 53,47% das urnas do referendo apuradas, os resultados indicam que a maioria dos russos votou a favor da reforma constitucional

  • Internacional | Da EFE

Funcionárias de seção eleitoral russa com equipamentos de proteção

Funcionárias de seção eleitoral russa com equipamentos de proteção

Alexander Kolbasov/ TASS/ 01.07.2020

As emendas constitucionais que permitiriam ao presidente da Rússia, Vladimir Putin, permanecer no Kremlin além de 2024, quando expira o atual mandato, receberam 76,4% em referendo encerrado nesta quarta-feira (1º), após a apuração de 53,7% dos votos.

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Em contraste com o majoritário "sim" da Comissão Eleitoral Central (CEC), 22,7% dos eleitores rejeitaram a reforma constitucional, em pleito que teve participação de 64,9% pessoas aptas a votar.

A maioria dos russos que participaram do referendo escolheu exercer seu direito de voto dentro de seis dias a partir da data principal do plebiscito.

As autoridades conceberam o mecanismo pela primeira vez com o pretexto de evitar multidões em meio à pandemia da covid-19, o que a oposição acredita ser propícia à fraude e à manipulação dos resultados.

A presidente da CEC, Ella Pamfílova, declarou em entrevista coletiva que não houve relatos de ocorrências graves durante o plebiscito e disse ter tomado ciência apenas de quatro casos em que o resultado da votação poderia ser questionado devido a possíveis violações no processo eleitoral.

Mudanças profundas

Além de pavimentar o caminho para a possível permanência de Putin no poder além de 2024, a nova redação da Constituição russa inclui uma série de emendas — 206 no total — sobre mudanças na vida política e social do país.

Entre as emendas à Carta Magna estão a indexação anual da previdência russa, a inclusão da crença em Deus em uma tradição russa, o casamento como união de um homem e uma mulher, assim como a proibição de ceder território a outros países ou a prevalência da Lei Básica nacional sobre a lei internacional.

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