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Talibã: entenda quem são os extremistas à frente do governo afegão

Grupo em conflito com o Paquistão, o mesmo que orquestrou o 11 de setembro, voltou ao poder após retirada de tropas americanas

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O Paquistão declarou guerra ao Afeganistão após ofensivas do Talibã que atingiram alvos militares em Cabul.
  • O Talibã, que orquestrou o ataque de 11 de setembro, reassumiu o poder no Afeganistão após a retirada das tropas americanas em 2021.
  • O grupo é acusado de impor um regime extremista, controlando severamente os direitos humanos e a vida das mulheres no país.
  • O governo paquistanês decidiu combater diretamente o Talibã em resposta às suas ações agressivas, esclarecendo que a guerra não é contra o Afeganistão, mas contra o grupo extremista.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O Paquistão declarou guerra aberta contra o Afeganistão nesta sexta-feira (27), na sequência de ofensivas que destruíram alvos militares e depósitos de munição na capital afegã, Cabul. A ação foi uma resposta a ataques do Talibã, que governa o Afeganistão.

Em entrevista ao Conexão Record News, o mestre em direito internacional Manuel Furriela lembra que o grupo já esteve entre as maiores organizações terroristas em termos mundiais. Foi o Talibã que orquestrou, por exemplo, o ataque às Torres Gêmeas em 11 de setembro de 2001.

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Integrantes do Talibã, fortemente armados, vestidos com uniformes militares em frente a um carro
Grupo extremista voltou ao poder no Afeganistão após retirada das tropas americanas Reprodução/Record News

Na sequência, o Afeganistão foi invadido pelos Estados Unidos que, durante 20 anos no território, não conseguiram promover uma transição democrática de poder. “Ao final, esgotando-se o modelo que os Estados Unidos tentaram implementar no Afeganistão, o governo americano acabou decidindo negociar com o próprio Talibã a desocupação do território”, diz o especialista.

Durante anos, o grupo cumpriu com o compromisso de que não governaria o país, não criaria problemas para os Estados Unidos e não se envolveria mais com terrorismo internacional. Mas a saída das forças americanas da região, em 2021, foi acelerada em razão de crescentes ofensivas do grupo, novamente fortalecido.

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“Existem dois pontos que ficaram como subproduto negativo dessa saída americana ao permitir que o Talibã retomasse o poder no Afeganistão. O primeiro é que a população afegã padece de um governo extremista em todos os aspectos, inclusive religiosos, perseguindo as mulheres, não permitindo que os direitos humanos sejam respeitados”, pontua Furriela.

A partir daí, ele continua, o Paquistão identificou as tensões e fez uma série de ameaças para que o Talibã recuasse nas suas pretensões. “Como isso não aconteceu, agora o governo paquistanês decidiu entrar em combate direto contra o Talibã, tentando esclarecer que não é uma guerra com o Afeganistão, mas sim com esse grupo em específico que, por consequência, está governando aquele país.”

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