Deu na gringa

Internacional Emprego que ninguém quer na Austrália oferece R$ 3 milhões ao ano e moradia

Emprego que ninguém quer na Austrália oferece R$ 3 milhões ao ano e moradia

Pequena cidade tenta atrair um médico que esteja disposto a se mudar para atender seus 1.200 habitantes

  • Internacional | Larissa Crippa*, do R7

Resumindo a Notícia
  • Pequena cidade australiana tem dificuldade para contratar médico

  • Para tentar atrair candidatos, vaga oferece salário generoso e moradia

  • População local é de apenas 1.200 pessoas e conta hoje só com um médico

  • Até agora, 80 profissionais demonstraram interesse no emprego

A cidade de Quairading fica em uma região remota e possui apenas 1.200 habitantes

A cidade de Quairading fica em uma região remota e possui apenas 1.200 habitantes

Reprodução Facebook/Shire of Quairading

A Austrália está oferecendo o salário de 600 mil dólares ao ano (cerca de R$ 2,9 milhões) e uma casa com quatro quartos para um médico que aceite trabalhar em Quairading, no estado da Austrália Ocidental.

A cidade tem apenas 1.200 habitantes e, por muitos anos, a população local foi atendida pelo doutor Adenola Adeleye, que pretende se mudar em março deste ano.

Preocupados com a saúde das pessoas e os casos de urgência, já que não existem outras cidades a menos de uma hora de distância, as autoridades responsáveis decidiram oferecer um bom salário e moradia para qualquer clínico geral que esteja disposto a trabalhar lá.

De acordo com dados da imprensa australiana, situações desse tipo não são incomuns. O país tem um déficit de médicos e um aumento de 50% da demanda, agora que a população passa por um processo de envelhecimento.

A Associação Médica Australiana afirmou, em novembro do ano passado, que o país sofrerá com a falta de 11 mil profissionais na área da saúde geral até 2031, caso novos clínicos não sejam formados e realocados com urgência.

No caso de Quairading, a oferta dos benefícios teve efeito positivo. Até agora, a cidade recebeu 80 candidaturas, e o processo seletivo começou. 

"É bastante generoso. Posso dizer que tivemos algum interesse positivo até agora", comentou Peter Smith, presidente do conselho da cidade.

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