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Enfermeiro da morte: alemão é condenado por matar pacientes para ter menos trabalho

Profissional de cuidados paliativos aplicava doses letais de morfina e sedativos em idosos durante os plantões noturnos em hospital

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um enfermeiro na Alemanha foi condenado à prisão perpétua por assassinar dez pacientes e tentar matar outros 27.
  • Ele aplicava doses letais de morfina e sedativos para reduzir sua carga de trabalho durante os plantões noturnos.
  • O tribunal considerou a gravidade dos crimes como alta, impedindo o condenado de solicitar liberdade condicional após 15 anos.
  • O caso levantou debates sobre as condições de trabalho em hospitais e a necessidade de maior supervisão no sistema de saúde.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Enfermeiro alemão condenado esconde o rosto durante julgamento em Aachen Reprodução de vídeo/WDR

Um enfermeiro de cuidados paliativos na Alemanha foi condenado à prisão perpétua após ser considerado culpado pelo assassinato de dez pacientes e pela tentativa de homicídio de outros 27.

Segundo a promotoria, o homem, cujo nome não foi divulgado, aplicava doses excessivas de analgésicos e sedativos com o objetivo de diminuir sua carga de trabalho durante os turnos noturnos.

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Os crimes ocorreram entre dezembro de 2023 e maio de 2024 em um hospital da cidade de Würselen, localizada no oeste do país. O acusado trabalhava na instituição desde 2020, depois de concluir sua formação como profissional de enfermagem em 2007. Autoridades informaram que outros casos suspeitos em sua carreira estão sob investigação.

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Durante o julgamento no tribunal de Aachen, promotores descreveram o comportamento do enfermeiro como irritadiço e carente de empatia, especialmente com pacientes que exigiam cuidados intensos. Ele foi acusado de decidir se os pacientes iriam viver ou morrer, administrando intencionalmente doses letais de morfina e midazolam para se livrar de tarefas consideradas cansativas.

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O tribunal declarou que os crimes apresentavam “particular gravidade de culpa”, o que impede o condenado de solicitar liberdade condicional após cumprir 15 anos de pena, como normalmente ocorre em casos de prisão perpétua na Alemanha. Apesar da decisão, ele ainda poderá recorrer da sentença.

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As autoridades locais informaram que novas autópsias e exumações estão em andamento para determinar se o número de vítimas é ainda maior. Caso sejam confirmadas novas mortes, o enfermeiro poderá enfrentar um novo julgamento por homicídios adicionais.

O caso reacende lembranças do escândalo envolvendo Niels Högel, ex-enfermeiro condenado em 2019 por assassinar 85 pacientes em dois hospitais no norte da Alemanha entre 1999 e 2005. Högel, que injetava doses fatais de medicamentos cardíacos, é considerado o mais prolífico assassino em série da história moderna do país.

Autoridades de saúde e sindicatos de enfermagem na Alemanha afirmam que o caso recente deve impulsionar debates sobre as condições de trabalho em hospitais e a necessidade de mecanismos mais rígidos de supervisão e denúncia dentro do sistema de saúde.

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