Enquanto Paquistão é potência nuclear, Afeganistão luta em esquema de guerrilha; entenda
Para especialista, porém, dispersão do Talibã pode ser obstáculo para as forças paquistanesas
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O conflito entre Paquistão e Afeganistão expõe uma grande desproporção entre as capacidades militares dos países. É o que explica Manuel Furriela, mestre em direito internacional, em entrevista ao Conexão Record News. Enquanto o primeiro é uma potência nuclear regional, o segundo combate em “esquema de guerrilha”.
Nesta sexta-feira (27), o porta-voz do governo do Afeganistão afirmou que o país insiste em uma solução pacífica e deseja resolver o conflito por meio do diálogo. Segundo ele, aviões paquistaneses continuam a sobrevoar o espaço aéreo do país.

Apesar da inferioridade militar, Furriela pondera que a característica dispersa do Talibã — os terroristas à frente do governo afegão — pode se colocar como obstáculo para as forças paquistanesas, e não permitir uma imposição de pacificação.
“Debelar militarmente os talibãs não é uma tarefa fácil, por ser um grupo terrorista, diluído. As potências que têm condições de fazer intermediação são a Rússia e a China, mas em menor proporção do que no passado, já que o Talibã, ao assumir o governo afegão, acabou tornando o país um pária internacional.”
Sobre o assunto, a Rússia se manifestou através do porta-voz do Kremlin, que disse que confrontos militares diretos não são um bom presságio. Ele pediu que os países interrompam os ataques na fronteira e resolvam as diferenças por via diplomática. O único país a reconhecer o governo Talibã é o chefiado por Vladimir Putin, que também mantém boas relações com o Paquistão.
Para o especialista, a relação com o Afeganistão não é relevante o suficiente para Moscou — ou “praticamente nenhum outro país” — atuar em seu favor em representação internacional. “O Afeganistão não é um país com uma organização de estado sofisticada, não participa ativamente de organizações internacionais. É muito difícil lidar com um país que anda em paralelo com a agenda internacional”, analisa.
Mas ele também não acredita que a destruição do grupo terrorista seja uma realidade a se almejar. “Mesmo que haja ataques pontuais paquistaneses, eles não têm condições de derrotar por completo esse grupo, porque fica atuando numa clandestinidade.” Segundo ele, o cenário é de risco para toda a região.
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