Entenda como foi a megaoperação dos EUA que matou o líder supremo do Irã
Ação militar envolveu ataques cibernéticos, ofensiva aérea e mais de mil alvos atingidos nas primeiras 24 horas
Internacional|Do R7
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Em coletiva realizada nesta segunda-feira (2), o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, e o chefe do Estado-Maior, general Dan Caine, detalharam como foi executada a ofensiva militar contra o Irã que culminou na morte do líder supremo do regime, o aiatolá Ali Khamenei. Segundo eles, a Operação Fúria Épica não foi um ataque isolado, mas o início de uma campanha militar de grande escala, planejada há meses e executada com integração total das Forças Armadas americanas e apoio de Israel.
“Nós não começamos essa guerra, mas sob o presidente Trump, estamos terminando”, disse Hegseth, que classificou a operação como a mais “letal, complexa e precisa da história”. Ele acusou o regime iraniano de financiar milícias responsáveis por ataques contra americanos ao longo das últimas décadas e de usar mísseis, drones e o programa nuclear como instrumento de “chantagem”. De acordo com o general Caine, o sinal verde foi dado às 15h30 do dia 27 de fevereiro, quando Trump autorizou formalmente a ofensiva.
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Caine descreveu a ofensiva como uma operação sincronizada, dividida em várias frentes: terra, mar, ar, espaço e ciberespaço. Antes mesmo do lançamento dos primeiros mísseis, comandos do United States Cyber Command e do United States Space Command entraram em ação para “cegar” as capacidades iranianas de comunicação e resposta. O objetivo era garantir o elemento surpresa e impedir reação coordenada das forças iranianas.
Ataque coordenado
No chamado “H-hour”, às 1h15 pelo horário da costa leste dos EUA (9h45 em Teerã), mais de 100 aeronaves decolaram simultaneamente de bases terrestres e porta-aviões. Caças, bombardeiros, aviões-tanque, aeronaves de alerta antecipado e plataformas não tripuladas formaram uma única onda coordenada de ataque. “O inimigo veria apenas três coisas: velocidade, surpresa e violência de ação”, afirmou Caine.
Os primeiros disparos vieram do mar, com mísseis Tomahawk lançados pela Marinha americana contra forças navais iranianas e alvos no sul do país. Ao mesmo tempo, forças terrestres dispararam armas de precisão de longo alcance. Nas primeiras 24 horas, mais de mil alvos foram atingidos, segundo o general.
O comandante ainda revelou que bombardeiros estratégicos B-2 Spirit realizaram missões de ida e volta de 37 horas diretamente do território dos Estados Unidos para atacar instalações subterrâneas iranianas com munições penetrantes de alta precisão, operação semelhante à executada anteriormente na “Operation Midnight Hammer”.
“Estamos com cerca de 57 horas de operação em andamento. Nesse período, a força conjunta realizou centenas de missões a partir de bases em terra e no mar, e essa ofensiva segue em expansão. Na fase inicial, concentramos esforços no ataque sistemático à infraestrutura de comando e controle do Irã, às forças navais, aos sistemas de mísseis balísticos e às estruturas de inteligência, com o objetivo de desorganizar e desorientar o regime. O resultado dessas ações foi o estabelecimento de superioridade aérea local, o que nos permite dar continuidade às operações com maior segurança e efetividade”, explicou Caine.
Defesa ativa
Enquanto a ofensiva avançava sobre o território iraniano, os Estados Unidos reforçaram o escudo defensivo de suas bases e aliados no Oriente Médio. “Colocamos nossas baterias Patriot e THAAD em alerta máximo, assim como os destróieres com capacidade de defesa contra mísseis balísticos, que atuaram para interceptar lançamentos iranianos ao longo da operação”, afirmou o general.
“A operação continua em curso e pode escalar. Não se trata de uma ação pontual, mas de uma campanha sustentada para degradar permanentemente a capacidade militar iraniana e impedir que o regime volte a representar uma ameaça estratégica à região e aos interesses dos Estados Unidos”, completou.
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