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Entenda de que forma e com que armamentos os EUA podem atacar o Irã

Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, analisa o que tem sido especulado em canais militares

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Trump reafirma intenção de dialogar com o Irã, mas mantém presença militar na região.
  • Dois porta-aviões americanos estão posicionados para defesa de Israel e pressão sobre o Irã.
  • Os ataques, se ocorrerem, devem ser realizados a longa distância, utilizando mísseis Tomahawk e bombardeiros B-52 e B-2.
  • Israel pode ser o primeiro a atacar, neutralizando defesas iranianas antes de uma ação dos EUA.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Donald Trump voltou a dizer que pretende conversar com o Irã. Questionado sobre o assunto, o norte-americano afirmou que, durante o primeiro mandato, o governo reforçou as Forças Armadas e agora o país tem barcos grandes e potentes navegando para o Irã neste momento. Apesar do tom de ameaça, Trump afirmou que seria estupendo não ter que usar os navios contra o país. Em resposta, o Irã prometeu atacar de imediato as bases e porta-aviões americanos.

Em entrevista ao programa Conexão Record News, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral analisa a movimentação militar dos Estados Unidos rumo ao Oriente Médio e o que pode acontecer. Ele lembra, primeiramente, que “atacar o Irã não é a mesma coisa que atacar a Venezuela”.


Sobre o aparato militar disponível a Trump para esse fim, ele explica: “Tem dois porta-aviões. Um no Mediterrâneo, que é para defender Israel. E outro no Índico, que é para pressionar o Irã. Esses dois porta-aviões não vão resolver o problema. O ideal seria levar mais um lá para ficar perto do Irã e eles se apoiarem mutuamente. Eles estão levando pelo menos um cruzador e mais três destroyers. Provavelmente para ficar ali no Mar Vermelho. A questão é proteger Israel”.

Para esta defesa, segundo Cabral, o principal problema seria lidar com os drones à disposição do regime dos aiatolás. Dessa forma, o ataque norte-americano seria a uma grande distância. “Os Estados Unidos têm uma capacidade de atacar de longe. Se eles atacarem, atacarão com o míssil Tomahawk, que podem ser lançados de um submarino SSGN da classe Ohio, que já está na área [...]. Tem outros dois submarinos nucleares lá perto que podem também lançar mísseis. Todos os navios americanos podem lançar mísseis. O próprio porta-aviões, além da defesa dele, pode lançar mísseis”, relata.


“Então, a possibilidade qual é? Os Estados Unidos fazem um ataque, com mísseis de longo alcance. Logo em seguida eles podem usar B-52 e B-2 para atacar mais internamente”, conclui.

Ainda segundo Cabral, os alvos desse ataque, aparentemente, já foram definidos: “São o programa nuclear, as instalações, de novo, bombardear as instalações nucleares e todo o programa de mísseis e as instalações de mísseis que são subterrâneas”. Ele explica ainda que só o Tomahawk não seria suficiente para esse fim. “Você tem que mandar o bombardeiro para colocar aquelas bombas, GDU, que vão penetrar no solo e destruir lá no subsolo”, completa.


De acordo com o especialista, outra especulação que circula entre canais militares diz respeito à atuação do maior aliado americano na região. “A primeira coisa que se faria não seria nenhum ataque com o Tomahawk, seriam os israelenses entrando e bombardeando, destruindo os sistemas de defesa. Basicamente agora tem três sistemas S-300 russo e pelo menos meia dúzia de sistemas AK-9 chineses, que é a mesma coisa que o S-300 [...]. Então os israelenses entrariam, derrubariam isso, viriam os Tomahawks, fazem o serviço, uma parte do serviço e a força israelense escoltaria dentro do Irã os bombardeiros. E os porta-aviões fazendo um outro ataque ao norte do país, ao noroeste, para distração”, explica.

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