Entenda por que Trump suspendeu as sanções contra a Rússia e negociou diesel com Putin
Presidente americano revogou as medidas aprovadas pelo Congresso; especialista analisa que Trump está preocupado com as eleições de novembro
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, suspendeu na última sexta-feira (16) parte das sanções econômicas contra a Rússia. Trump argumentou que a decisão foi tomada com base nos interesses nacionais ao suspender punições que incluíam o setor energético russo. Na semana passada, o presidente americano também fechou um acordo com Vladimir Putin para compra de diesel russo.
Todas as medidas tomadas têm a intenção de fazer o preço do petróleo cair no mercado internacional. Apesar da suspensão, Trump afirmou que ainda não tomou uma decisão final sobre o assunto, enquanto o Secretário de Estado, Marco Rubio, disse que as autoridades precisam de mais tempo para avaliar as decisões. Rubio também ressaltou que Trump vai usar até 60 dias para avaliar o impacto econômico das sanções e tarifas relacionadas à Rússia.
Em entrevista ao Conexão Record News desta segunda-feira (19), o professor de relações internacionais da ESPM, Leonardo Trevisan, afirma que a negociação do governo americano acontece em um momento em que o presidente Trump busca alternativas para o aumento do preço do petróleo. A inflação dos combustíveis pode comprometer as cadeiras do Partido Republicano nas eleições legislativas que ocorrem em novembro nos Estados Unidos.
“Nós temos eleições nos EUA no dia 3 de novembro. De março a novembro, a gasolina subiu 60% e o diesel mais de 90%, o que implica numa inflação brutal. Trump quer dar ao eleitor alguma ideia de que ele vai conseguir conter a alta do combustível, que vai segurar a inflação”, argumenta Trevisan.
Ele lembra que as sanções foram impostas pelo Congresso norte-americano com ampla maioria, inclusive unindo democratas e republicanos. Agora, elas caem numa “canetada”, diz o professor. “Na prática, o que menos importa é a situação da Ucrânia. O que mais importa é conseguir vender ao eleitor americano: ‘Olha, já não, mas eu vou conseguir sim baixar o preço do combustível’. É isso que interessa a Trump. É o voto”, conclui.
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