Entenda por que um ataque ao Irã pode fazer Trump perder as eleições de meio de mandato
Tensões entre os dois países cresceram nos últimos dias após ameaças de Donald Trump
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que não haverá negociações com Washington enquanto o governo norte-americano continuar com as ameaças. Segundo Araqchi, conduzir a diplomacia por meio de ameaças militares não pode ser eficaz, nem útil.
Ainda na fala do iraniano, se o governo de Donald Trump quiser que as negociações aconteçam, é preciso cessar as ameaças, demandas excessivas e questões ilógicas apresentadas. O ministro afirmou que não teve contato recente com o enviado dos Estados Unidos para o Oriente Médio e que o Irã não buscou negociações.

Para Leonardo Trevisan, professor de relações internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), um ponto que gera dúvidas é sobre quem seria o porta-voz iraniano para conversas com Washington.
“Quem é que fala pelo Irã? É o [Masoud] Pezeshkian ou é a guarda revolucionária, que foi quem de fato manteve o regime? Quem matou gente e definiu o regime?”, questiona o docente.
Trevisan aponta que, apesar de o presidente Donald Trump dizer que os EUA não descartam uma intervenção militar, um ataque poderia custar o apoio eleitoral do político nas eleições de meio de mandato, previstas para novembro deste ano.
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Segundo ele, atacar Teerã causaria o fechamento do estreito de Ormuz, rota essencial para o escoamento do petróleo, o que inflacionaria os preços e pesaria no bolso dos eleitores. Passa pela localidade cerca de 20% a 25% do petróleo consumido no mundo.
“Se fechar Ormuz, o petróleo explode de preço, se o petróleo explodir de preço, a gasolina sobe aqui e você perde a eleição’. Então, é nesse contexto que há um jogo em que os dois lados estão indecisos”, explica Trevisan em entrevista ao Conexão Record News desta quarta-feira (28).
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