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Entre descrença e lágrimas, venezuelanos digerem morte de Chávez

Internacional|Do R7

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Por Patricia Velez

CARACAS, 5 Mar (Reuters) - Dezenas de venezuelanos se reuniram nesta terça-feira perto do Hospital Militar de Caracas, onde o carismático presidente Hugo Chávez morreu depois de perder uma batalha contra o câncer que não lhe deu trégua por quase dois anos.

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Alguns clamavam "Chávez vive, a luta continua!", enquanto outros custavam acreditar que o homem que governou a Venezuela nos últimos 14 anos morreu, apenas semanas depois de voltar de Cuba, onde foi submetido à quarta cirurgia por um tumor na região pélvica.

"Agora é o momento do povo. Agora temos que continuar a sua luta. Temos que demonstrar que o que ele fez não foi em vão", disse, em lágrimas, Jamila Rivas, de 49 anos, em frente ao hospital.

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O vice-presidente do país, Nicolás Maduro, foi encarregado de anunciar a notícia da morte do líder de 58 anos, que rapidamente passou de boca em boca nas ruas movimentadas da capital.

"Fiquei sabendo no metrô, as pessoas começaram a dizer 'Chávez morreu'", disse Aleida Rodriguez, uma dona de casa de 50 anos que soluçava no meio da rua, no lado leste de Caracas.

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"Eu estava esperando, diziam que não ia se recuperar, o admirava, era um homem excelente", afirmou.

Não muito longe, em um reduto da oposição no leste de Caracas, os motoristas tocaram as buzinas de seus carros, logo que a notícia foi divulgada.

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O trânsito normalmente caótico na capital imediatamente entrou em colapso e houve problemas para se comunicar por telefone. Diversas lojas e fábricas fecharam mais cedo por receio de que houvesse violência nas ruas.

No entanto, em áreas emblemáticas de Caracas, como a praça Bolívar, onde centenas de pessoas cantaram o hino nacional aos prantos, o clima era de tranquilidade.

Os ambíguos comunicados oficiais dos últimos meses sobre a saúde do presidente alimentaram uma onda de boatos de todos os tipos e, até o final, geraram dúvidas sobre as condições reais do presidente.

"Começaram a me passar mensagens de texto e fui para outro escritório e Maduro estava dizendo que ele tinha morrido, mas, para mim, estava morto há muito tempo", disse Evelyn Carrero, uma advogada de 50 anos, que ia apressada e assustada para sua casa.

(Reportagem adicional de Carlos Garcia e Gupta Girish)

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