Internacional Equador: sobe para 116 número de mortes após motim em presídio

Equador: sobe para 116 número de mortes após motim em presídio

País declarou estado de exceção devido à rebelião, que também deixou 80 pessoas feridas 

AFP
Pessoas esperam do lado de fora da Penitenciaria del Litoral, em Guayaquil, no Equador

Pessoas esperam do lado de fora da Penitenciaria del Litoral, em Guayaquil, no Equador

Reuters - 30.09.2021

O número de mortos em um confronto com armas de fogo entre detentos de um presídio do Equador subiu para 116, segundo o presidente Guillermo Lasso.  

Anteriormente, o órgão governamental encarregado das prisões (SNAI) havia indicado "mais de 100 #PPL (pessoas privadas de liberdade) falecidas e 52 feridas" devido ao motim, que ocorreu na última terça-feira (28).

“Os balanços no momento nos dizem que há 116 mortos e cerca de 80 feridos. Todos são pessoas privadas de liberdade”, disse Lasso em entrevista coletiva em Guayaquil, no sudoeste do país, onde esteve à frente de um comitê de segurança para controlar a emergência em uma das prisões do porto local.

Após o motim, o Equador declarou na última quarta-feira (29) estado de exceção para o sistema penitenciário, que está em crise devido à superpopulação e à violência entre gangues do narcotráfico. A medida permite ao Poder Executivo suspender direitos e usar a força pública para restabelecer a normalidade.

O presidente Guillermo Lasso, que assumiu o cargo em maio, descreveu como um "acontecimento lamentável" a rebelião de terça-feira, que se tornou a mais sangrenta do ano no país.

Em fevereiro, ocorreram distúrbios simultâneos em quatro prisões de três cidades equatorianas, nos quais morreram 79 presidiários.

O governante afirmou que "é lamentável que os presídios estejam se transformando em território de disputa de poder" entre gangues criminosas e disse que está coordenando ações que permitirão ao Estado "com absoluta firmeza" retomar o controle da Penitenciária do Litoral (cenário do motim) e evitar que esses eventos se repitam.

Lasso também decretou nesta quarta-feira estado de exceção para todo o sistema penitenciário, o que permite ao Poder Executivo suspender direitos e usar a força pública para restabelecer a normalidade.

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