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Escócia pedirá novo referendo de independência ao Reino Unido

Ministra principal diz que pedira que consulta seja feita depois das eleições gerais convocadas pelo parlamento britânico para 12 de dezembro

Internacional|Da EFE

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Marcha em 5 de outubro reuniu milhares de escoceses pró-independência
Marcha em 5 de outubro reuniu milhares de escoceses pró-independência

A ministra principal da Escócia, Nicola Sturgeon, disse nesta sexta-feira (1) que pedirá formalmente ao governo do Reino Unido autorização para organizar um segundo referendo de independência da região depois das eleições gerais convocadas pelo parlamento britânico para o próximo dia 12 de dezembro.

"Se os escoceses mostrarem o desejo, como creio que o farão nestas eleições, de um referendo de independência, então não creio que a oposição de Westminster, seja em forma de princípio ou em relação ao calendário, seja sustentável", disse Sturgeon em um comício realizado em Edimburgo.


A líder nacionalista escocesa ainda afirmou que as chances de o Partido Trabalhista, liderado por Jeremy Corbyn, se opor a um eventual referendo de independência da região são menores do que na comparação com o Partido Conservador, do atual primeiro-ministro do Reino Unido, Boris Johnson.

Carta antes do Natal


Sturgeon explicou que enviará uma carta antes do Natal ao próximo primeiro-ministro para solicitar formalmente os poderes previstos na legislação que dão ao parlamento da Escócia a possibilidade de organizar o referendo.

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Para a ministra principal da Escócia, há um "grande apetite" na região para a realização de um segundo referendo de independência. No primeiro, realizado em 2014, 55% da população apoiou a permanência no Reino Unido.


Um bom resultado do Partido Nacionalista Escocês (SNP), liderado por Sturgeon, nas eleições antecipadas de dezembro será visto por Sturgeon como um apoio da população à proposta de realizar uma nova consulta sobre a independência.

De olho nas eleições de dezembro


Sturgeon aproveitou o evento para pedir o apoio dos escoceses e, desta forma, garantir que a voz da região seja ouvida na Câmara dos Comuns do Reino Unido.

Johnson, favorito nas pesquisas, já afirmou que não dará autorização para um novo referendo. Já o Partido Trabalhista, o principal de oposição ao premiê, não tem uma posição clara sobre a consulta, mas também é contrário à independência da Escócia.

"Todo mundo sabe que vai haver um referendo de independência. Os partidos da oposição podem não aceitar essa abordagem pública, mas sabem disso. Todo o mundo sabe", afirmou a ministra principal da Escócia.

Brexit

Corbyn recebeu Sturgeon na semana passada, mas, segundo a líder do SNP, os dois não discutiram a questão da independência, apenas temas relacionados ao Brexit, a possível saída do Reino Unido da União Europeia (UE).

Desde a vitória do Brexit em 2016, o SNP promete a realização de um novo referendo na Escócia por considerar que a região votou majoritariamente para permanecer na UE.

As pesquisas apontam que o partido de Sturgeon, atualmente a terceira força do parlamento britânico, ganhará com ampla vantagem na Escócia, podendo obter 50 das 59 cadeiras reservadas para a região.

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