Internacional Espanha desmantela grupo ligado à prostituição liderado por brasileira

Espanha desmantela grupo ligado à prostituição liderado por brasileira

Polícia deteve 15 pessoas que faziam parte do esquema de tráfico de mulheres paraguaias. Líder brasileira faturava R$920 mil com a organização

Espanha desmantela grupo ligado à prostituição liderado por brasileira

Clube de prostituição ficava na cidade Graja de Iniesta

Clube de prostituição ficava na cidade Graja de Iniesta

Reprodução / Wikimedia

A polícia da Espanha desmantelou uma rede formada por cidadãos brasileiros e espanhóis suspeitos de se dedicar ao tráfico sexual de mulheres paraguaias e libertou duas cidadãs deste país obrigadas a se prostituir em uma boate na província de Cuenca (centro), informaram as forças de segurança em comunicado, nesta quinta-feira (28).

Os agentes detiveram 15 pessoas, revistaram quatro imóveis e fecharam o clube, situado na população de Graja de Iniesta, que era dirigido pela suposta líder da rede, de nacionalidade brasileira.

A líder teria arrecadado cerca de 200 mil euros, o equivalente a R$920 mil, com a prostituição de mulheres paraguaias na Europa, segundo os investigadores, que a consideram responsável pelas diretrizes que se deveriam ser seguidas na captação e transferência das mulheres do Paraguai à Espanha.

O grupo contava com um número amplo de colaboradores especializados em tramitar cartas de convite fraudulentas para essas mulheres, um documento que permite a entrada e estadia temporária de estrangeiros a pedido de residentes na Espanha que os acolhem.

As vítimas estavam em uma situação de vulnerabilidade e precariedade econômica e procediam das zonas mais desfavorecidas.

A organização oferecia um futuro ideal, garantindo que ganhariam muito dinheiro na Espanha e poderiam tirar suas famílias da pobreza, mas depois eram informadas de que tinham contraído uma "dívida" com a organização e que teriam que pagar exercendo a prostituição.

Às vezes, as mulheres e seus parentes eram ameaçados e coagidos a pagar e tinham que lidar com a imposição de multas por não cumprir com as normas do clube.

A rede também dispunha de um grupo de pessoas de confiança que era encarregado de enviar os lucro obtidos da exploração sexual e do tráfico de entorpecentes a uma conta bancária no Brasil em nome da proprietária do clube ou de sua filha.

Também foram realizados envios ao Paraguai para financiar a viagem das vítimas.