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Especialista diz que interesse dos EUA na Groenlândia não faz sentido, mas não descarta ofensiva

Enquanto isso, países europeus se unem em busca de medidas para apoiar a Dinamarca, que detém o território

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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A Groenlândia tornou-se o centro das atenções desde que o presidente americano Donald Trump voltou a falar sobre a anexação do território após a captura de Nicolás Maduro. O líder norte-americano alega que a região se tornou uma questão de segurança nacional, porque os dinamarqueses seriam incapazes de se defender dos supostos navios chineses e russos que cercam a área. Em estado de alerta, a Dinamarca — que possui a soberania do local — convocou uma reunião com os EUA e diversos países europeus, dentre eles Alemanha e França, que emitiram nesta terça (6) uma declaração em apoio aos dinamarqueses. Mas o continente já planeja outras medidas caso um ataque aconteça.

Autoridades francesas, alemãs e de outras nacionalidades europeias, buscam maneiras de apoiar a Groenlândia na possibilidade de uma invasão americana. Uma ofensiva oriental não é preocupação dos líderes da ilha, pois estes negaram a alegação de que o território estaria cercado por navios chineses e russos. Ricardo Cabral não descarta a possibilidade de uma investida dos EUA em um futuro próximo, mas acredita que muitas coisas ainda podem mudar.


Primeira-ministra da Dinamarca já disse que caso EUA ataquem outro membro da Otan, seria o fim da aliança como um todo Reprodução/RECORD NEWS

O especialista em segurança e estratégia internacional foi entrevistado no Conexão Record News desta quarta (7) e disse que quem está ajudando a esclarecer toda a situação é o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que já teve que ir ao Congresso americano para dar uma série de explicações devido às “circunstâncias esdrúxulas”, como o especialista chamou. “Por ali não passa navio nem chinês, nem russo. Aquela é a rota oeste, que é rumo ao estreito de Bering. A Ásia é fechada desse lado, mas é aberta do lado leste.”

De acordo com Cabral, a cobiça pelo território dinamarquês possui uma motivação semelhante à do domínio na Venezuela: os recursos naturais preciosos que estão presentes na região. De acordo com estudos, anteriormente não valia a pena investir na extração dos minerais, porém o efeito estufa pode alterar a situação: “Em termos estratégicos, você tomar a ilha, pode ser, sim, uma boa opção [no futuro]; já que com as mudanças climáticas, haveria um caso de degelo”. Entretanto, o especialista também levanta a hipótese que as ameaças de Trump não passariam de um método para chamar atenção.


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Ele elabora, “Acho que o Trump quer o rosto dele lá no Monte Rushmore. Eu fico atônito de por que fazer isso. Por que rebaixar um aliado importante como a Europa? [...] É um cenário que deixa aliados tradicionais dos americanos, como britânicos, dinamarqueses e alemães — depois da guerra — profundamente insatisfeitos e inseguros.”

O analista questiona o motivo pelo qual os EUA não optam pela instalação de bases militares ou pedem auxílio da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para proteger a ilha de possíveis ameaças. “É algo sem sentido nenhum, nem estratégico. Você violar a soberania de um aliado? Para quê? Por vaidade? Tenho muita dúvida se isso tem alguma solidez”.

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