Rússia x Ucrânia

Internacional Estados Unidos acusam Rússia de 'apropriação de terras' após referendo na Ucrânia

Estados Unidos acusam Rússia de 'apropriação de terras' após referendo na Ucrânia

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, reforçou que governo de Washington não reconhecerá as anexações russas

AFP

Resumindo a Notícia

  • O chefe da diplomacia dos EUA chamou o referendo russo de 'apropriação de terras'
  • Blinken destacou que os americanos não vão reconhecer as terras anexadas pela Rússia
  • O comentário do diplomata dos EUA foi feito um dia antes de Vladimir Putin assinar a anexação
Joe Biden (à frente) e Antony Blinken (atrás) em evento em Washington

Joe Biden (à frente) e Antony Blinken (atrás) em evento em Washington

Oliver Contreras/AFP - 29.9.2022

O chefe da diplomacia americana, Antony Blinken, acusou nesta quinta-feira (29) a Rússia de ter feito uma "apropriação de terras" depois dos referendos na Ucrânia e voltou a prometer que os Estados Unidos nunca vão reconhecer a anexação por parte de Moscou.

"Os falsos referendos do Kremlin são um esforço inútil para mascarar o que equivale a uma nova tentativa de apropriação de terras na Ucrânia", disse Blinken em um comunicado. "Para sermos claros, os resultados foram orquestrados pela Rússia e não refletem a vontade do povo ucraniano", acrescentou.

A nova condenação de Washington ocorre em um momento em que o presidente russo, Vladimir Putin, tem previsão de formalizar a anexação pela Rússia das regiões ucranianas de Donetsk e Lugansk, no leste, e de Kherson e Zaporizhzhia, no sul.

Blinken reiterou que os Estados Unidos nunca vão reconhecer a anexação desses territórios, alegando que os referendos organizados por Moscou são "ilegítimos, que violam o direito internacional e vão contra a paz e a segurança mundiais".

Os Estados Unidos continuarão "apoiando a Ucrânia tanto quanto for necessário", concluiu.

Washington e os aliados ocidentais estão considerando novas sanções contra a Rússia, disse na última quarta-feira (28) o porta-voz do Departamento de Estado, Ned Price. Mas ele se negou a dizer quais seriam elas e quando seriam adotadas.

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