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"Estrada da morte" para Aleppo, na Síria, é atingida por ataques aéreos e isola áreas rebeldes

Internacional|Do R7

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O setor liderado pela oposição na dividida cidade síria de Aleppo foi cortado do mundo exterior nos últimos dias devido a uma escalada de ataques aéreos e de artilharia sobre a única estrada de acesso, deixando centenas de milhares de pessoas sitiadas.

A campanha do governo para retomar Aleppo provavelmente enterrou o pouco de esperança que restou para reviver um esforço diplomático visando pôr fim à guerra civil de cinco anos, depois de irem abaixo as negociações e um cessar-fogo patrocinado pelos Estados Unidos e pela Rússia no início deste ano.

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Aleppo, a maior cidade da Síria antes da guerra, quando tinha mais de 2 milhões de habitantes, foi por anos dividida em setores rebeldes e governamentais, e reunir as áreas tem sido um dos maiores objetivos do presidente Bashar al-Assad.

Estima-se que 350 mil pessoas ainda vivam no setor rebelde, em condições adversas agravadas pela recente tentativa de sitiá-las, cortando o acesso à última rota restante, a Estrada Castello, em homenagem ao antigo castelo de Aleppo.

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"O regime não foi capaz de cortar a estrada por terra, por isso, decidiu manter continuamente os aviões no céu, atingindo tudo o que passa, independentemente do que seja", disse Zakaria Malahifji, veterano do grupo rebelde Fastaqim, de Aleppo.

"Quem quiser ir para a estrada Castello fará uma missão suicida", disse. "Está sendo dessa forma há 10 ou 12 dias. A situação era difícil antes – ela estava na mira e as pessoas atravessavam com dificuldade - mas agora está quase eliminada, ninguém se atreve a usá-la", afirmou, falando do escritório na cidade turca de Gaziantep, perto da fronteira com a Síria.

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Nas últimas semanas, o foco internacional na Síria tem sido, em parte, voltado para o conflito com combatentes do Estado Islâmico, já que tanto o governo quanto seus inimigos tiveram ganhos às custas dos militantes islâmicos ultrarradicais em várias frentes.

Mas a esperança das potências estrangeiras – de que a guerra civil também poderia ser resolvida - terminou, com Aleppo sendo o maior campo de batalha de todos. Centenas de pessoas foram mortas na cidade desde a interrupção das negociações de paz.

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Em um discurso na semana passada, Assad prometeu recuperar "cada polegada" da Síria. Aleppo, disse ele, seria um "cemitério" para as ambições de seu inimigo regional, o presidente turco, Tayyip Erdogan, que tem apoiado grupos rebeldes.

Uma fonte pró-Damasco, que falou sob condição de anonimato, disse que a referência era um sinal de suas intenções: "Por quê esta ameaça? Porque existem preparativos para algo grande em Aleppo".

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