Estratégia de pressão dos EUA pode fortalecer alas radicalizadas no Irã, diz especialista
Professor ressalta que a forma de condução adotada pelo governo norte‑americano envia um recado impactante, mas também alimenta reações internas no regime aiatolá
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Negociadores dos Estados Unidos e Irã se reúnem em Genebra, na Suíça, para discutir um novo acordo nuclear. Em entrevista a jornalistas, Donald Trump afirmou que os iranianos estão dispostos a chegar a um acordo, porém alertou sobre as consequências que ocorrerão no regime de Teerã caso as negociações não avancem. O presidente do país também afirmou que participará diretamente das conversas.
Para Leonardo Trevisan, professor de Relações Internacionais da ESPM (Escola Superior de Propaganda e Marketing), a postura do líder norte-americano revela um estilo de negociação que pressiona o interlocutor ao limite e, embora envie um sinal de força, também gera efeitos colaterais que podem fortalecer grupos mais radicalizados no Irã.
“Ele negocia encostando o oponente, o interlocutor na parede, só que isso tem custo [...] Mesmo com a grandeza dos Estados Unidos, isso é um recado muito forte, mas ele também tem consequências, sabe, e tem um outro lado das consequências, fortalecer as posições radicalizadas dentro do Irã, de que devem, de alguma forma, acautelar-se”, afirma o professor.
Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!










