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Estudo mostra que cérebro de astronautas se desloca dentro do crânio após missões espaciais

Pesquisa aponta alterações anatômicas duradouras associadas à microgravidade e possíveis impactos no equilíbrio após retorno

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Estudo revela que o cérebro de astronautas se desloca fisicamente dentro do crânio após missões espaciais.
  • Pesquisadores analisaram 15 astronautas através de ressonâncias magnéticas antes e depois das missões.
  • Deslocamento cerebral foi mais intenso em astronautas que passaram mais tempo no espaço, chegando a 2,52 mm.
  • Mudanças anatômicas podem impactar o equilíbrio, mas não resultam em sintomas graves, como prejuízos cognitivos.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Efeitos no cérebro de astronautas podem persistir por meses depois do retorno à Terra Massachusetts Institute of Technology

Um novo estudo científico indica que voos espaciais não alteram apenas a percepção dos astronautas sobre o planeta, mas também a posição física do cérebro dentro do crânio.

A pesquisa, publicada em 12 de janeiro, identificou um padrão consistente de deslocamento cerebral após a exposição à microgravidade, com efeitos que podem persistir por meses depois do retorno à Terra.

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Os pesquisadores analisaram exames de ressonância magnética de 15 astronautas antes e depois de missões espaciais, além de dados adicionais de outros 11 astronautas e de 24 voluntários submetidos a um experimento terrestre que simula microgravidade por meio de repouso prolongado em posição inclinada. O objetivo foi entender como a ausência de gravidade afeta a anatomia do cérebro humano.

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Em vez de observar o cérebro como um todo, a equipe dividiu o órgão em 130 regiões distintas e avaliou cada uma separadamente. A análise regional revelou deslocamentos significativos em diversas áreas, sugerindo uma reorganização ampla do cérebro dentro do crânio, e não um efeito localizado.

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De forma geral, os dados mostraram que o cérebro tende a se mover para trás e para cima, além de apresentar uma rotação para cima após o tempo em órbita. O efeito foi mais acentuado em astronautas que permaneceram mais tempo no espaço, com deslocamentos de até 2,52 milímetros registrados em participantes de missões mais longas, de até um ano.

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Ao comparar os resultados com os voluntários do experimento de repouso em terra, os cientistas observaram movimentos em direções semelhantes, mas com diferenças importantes. Nos astronautas, o deslocamento para cima foi mais intenso, enquanto nos participantes em repouso predominou o movimento para trás. Parte das alterações vistas no espaço não foi totalmente reproduzida no modelo terrestre.

O estudo também investigou se essas mudanças estavam associadas ao desempenho dos astronautas após o pouso. Os pesquisadores encontraram uma correlação entre o deslocamento de regiões ligadas aos sentidos e quedas mais acentuadas no equilíbrio, um problema comum após o retorno à gravidade terrestre, quando o sistema vestibular ainda não se reajustou.

Embora os astronautas normalmente recuperem o equilíbrio em cerca de uma semana, as alterações anatômicas no cérebro foram detectadas por até seis meses após o voo. Ainda assim, a pesquisa não identificou sintomas graves, como prejuízos cognitivos ou dores persistentes, apenas episódios temporários de desorientação ou enjoo.

Os autores destacam que o estudo enfrenta limitações típicas da pesquisa espacial, como o número reduzido de participantes, e defendem investigações futuras com mais astronautas e diferentes durações de missão. Segundo os cientistas, compreender como essas mudanças começam, evoluem e regridem será essencial à medida que a exploração humana do espaço se torne cada vez mais prolongada.

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