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EUA acusam Assad por armas químicas e planejam ajuda militar a rebeldes

Internacional|Do R7

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Por Matt Spetalnick

WASHINGTON, 13 Jun (Reuters) - Os Estados Unidos concluíram que as forças do presidente sírio, Bashar al-Assad, usaram armas químicas na luta contra rebeldes na Síria, e o presidente norte-americano, Barack Obama, decidiu oferecer assistência militar direta à oposição síria, disse a Casa Branca nesta quinta-feira.


A nova avaliação de inteligência, após Obama exigir provas conclusivas do uso de armas químicas no conflito, pode gerar uma pressão sobre Washington para agir. Meses atrás, Obama disse que o uso de armas químicas seria um limite intolerável para os Estados Unidos.

Os rebeldes que há dois anos lutam para derrubar Assad estão inferiorizados militarmente e sofreram recentemente uma série de derrotas no campo de batalha. Por isso, o vice-conselheiro de Segurança Nacional, Ben Rhodes, disse que o presidente decidiu oferecer "apoio militar direto" à oposição.


Ele não especificou, no entanto, se isso incluirá ajuda letal, como armas, algo a que Obama até agora se opunha. Rhodes disse apenas que a ajuda militar será diferente "em escopo e escala" daquela que foi previamente autorizada e que incluía equipamentos não-letais, como óculos de visão noturna e blindagens corporais.

O anúncio ocorreu após intensas deliberações entre Obama e seus assessores de segurança nacional em meio a uma crescente pressão doméstica e externa para que ele intervenha de modo mais incisivo no conflito.


Após meses de investigação, a Casa Branca finalmente divulgou suas conclusões sobre o uso de armas químicas pelas forças de Assad, mas não chegou a ameaçar com retaliações específicas.

"Nossa comunidade de inteligência avalia que o regime de Assad usou armas químicas, incluindo o gás de nervos sarin, em pequena escala contra a oposição múltiplas vezes neste ano", disse Rhodes a jornalistas.


"A comunidade de inteligência estima que 100 a 150 pessoas tenham morrido por causa de ataques detectados com armas químicas na Síria até agora; no entanto, os dados sobre vítimas provavelmente estão incompletos."

Pressionado a explicar qual será a reação dos Estados Unidos, Rhodes disse que a Casa Branca vai partilhar as informações com o Congresso e com governos aliados, mas que "irá tomar decisões conforme o nosso próprio cronograma".

A Síria deve ser um dos destaques na pauta da cúpula do G8 na semana que vem na Irlanda do Norte, e Obama pretende se consultar com seus colegas sobre os próximos passos. Ele também pode antever um encontro complicado com o presidente russo, Vladimir Putin, que tem apoiado Assad.

(Reportagem adicional de Susan Heavey, Jeff Mason, Susan Cornwell, Mark Felsenthal, Roberta Rampton)

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