EUA e Irã se preparam para possíveis ataques em meio a negociações
Enquanto governo americano envia armamentos à região, Irã reforça a proteção de bases militares e arsenais
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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Após negociações em Genebra, na Suíça, para o acordo nuclear entre Estados Unidos e Irã, o presidente Donald Trump anunciou, nesta quinta-feira (15), um prazo de até 15 dias para Teerã apresentar um posicionamento. Segundo o líder estadunidense, “coisas muito ruins” vão acontecer caso não haja uma sinalização positiva.
O movimento acontece em meio ao aumento das tensões entre os dois países e à possibilidade de um ataque americano ao Irã com o envio de poderio militar para a região. Conforme um jornal americano, esta é a maior mobilização de poder aéreo do país no Oriente Médio desde a guerra do Iraque, em 2003, e ataques controlados para pressionar o governo iraniano podem ser feitos.

Na análise de Ricardo Cabral, especialista em segurança e estratégia internacional, a movimentação na região corrobora a possibilidade de um ataque norte-americano ao país. Ele menciona que, com o envio do maior porta-aviões ao Oriente Médio, há duas alternativas aos americanos: o posicionamento no Canal de Suez, o que representaria um ataque, ou o atracamento em Israel, o que pode significar uma defesa do país judeu.
No entanto, Cabral alerta que qualquer ataque aos iranianos será seguido de respostas, principalmente com movimentações de Teerã reforçando suas estruturas para evitar possíveis bombardeios. Pelo acordo ter pontos críticos aos iranianos, ele aponta que a situação pode escalar ainda mais.
“Os americanos, ao enviarem tamanha panóplia militar, eles sinalizam que estão dispostos ainda a conversar, mas pelo que a gente tem visto, o cenário está armado. Tem um cenário armado, o [Seyed Mohammad] Mahadni, que é o porta-voz, vamos dizer assim, do parlamento islâmico, ele falou: ‘Olha, está tudo pronto para a guerra, estamos esperando os americanos’”, pontua o especialista em entrevista ao Alerta Brasil desta sexta-feira (20).
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Outro fator de preocupação é a possível participação de outros aliados, o que poderia expandir o conflito para um cenário além do regional. Apesar de atualmente contar apenas com ajuda na área da inteligência de países como China e Rússia, Cabral aponta para posicionamentos de outras nações no apoio militar da defesa iraniana em caso de um ataque, como o Paquistão — o que poderia gerar maiores preocupações.
“Tem o Paquistão também, que se prontificou a defender o Irã no caso de um ataque. Essa foi uma afirmação bem peremptória, mas me parece mais no campo da retórica, que o Paquistão defenderia o caso de ataque. Lembro que o Paquistão tem armas nucleares”, conclui.
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