EUA entram em alerta contra reação de "lobos solitários" a ataques na Síria
País intensifica segurança para evitar ataques terroristas em próprio território
Internacional|Do R7
Os corpos de segurança dos Estados Unidos estão em alerta diante da possibilidade de "lobos solitários" responderem com atentados o início dos bombardeios contra o EI (Estado Islâmico) na Síria.
"Achamos que esses ataques poderiam contribuir para os extremistas realizarem um ato em solo americano", afirmou uma circular do FBI (polícia federal americana) e do Departamento de Segurança Nacional.
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O texto, divulgado por meios de comunicação locais, foi enviado na terça-feira (23) à noite a todos os corpos de segurança do país para que aumentem a vigilância com o objetivo de abortar qualquer trama terrorista na nação.
O Departamento de Defesa disse na terça-feira que o grupo radical EI estava "perto da fase de execução" de um atentado nos Estados Unidos ou na Europa.
No entanto, na circular enviada pelo FBI, há uma explicação que os bombardeios na Síria "talvez tenham interrompido temporariamente qualquer plano de ataque contra os Estados Unidos ou interesses ocidentais" tanto do Khorasan como do EI. P
ara as autoridades americanas, a maior ameaça não é que células do EI ou de Khorasan possam deslocar-se para atacar nos Estados Unidos, mas a capacidade dos jihadistas para inspirar a atuação de "lobos solitários" na nação.
Há um mês, o FBI e o Departamento de Segurança Nacional enviaram uma circular similar para manter o alerta perante possíveis ataques em represália à ofensiva contra o EI.
No dia 18 de setembro, Nova York e Las Vegas reforçaram a segurança em seus principais pontos turísticos depois que o EI fez uma convocação em foros de internet aos "lobos solitários" dos EUA para que atentem nessas cidades com artefatos caseiros.
O recrutamento de cidadãos ocidentais para lutar junto ao EI é uma das maiores preocupações dos governos dos EUA e da Europa por tratar-se de indivíduos com liberdade de movimentos e que, portanto, poderiam realizar atentados em solo americano ou europeu.
Países árabes prometem apoio
Arábia Saudita, Jordânia, Bahrein, Catar e Emirados Árabes Unidos prometeram nesta terça-feira ao presidente americano, Barack Obama, que acompanharão os Estados Unidos no combate ao Estado Islâmico "até o final", um dia após os primeiros ataques coordenados sobre posições do grupo jihadista na Síria.
Obama se reuniu com representantes desses cinco países árabes e com o primeiro-ministro do Iraque, Haidar al Abadi, por ocasião de sua participação nas sessões da Assembleia Geral da ONU, e saiu do encontro com a sensação que a posição de todos eles está "unificada", segundo uma fonte diplomática americana.










