EUA enviam ‘drones kamikaze’ para o Oriente Médio; veja o modelo
Deslocamento do arsenal se soma ao maior reforço militar americano na região desde a invasão do Iraque
Internacional|Do R7
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Os Estados Unidos enviaram um carregamento de “drones kamikaze” para o Oriente Médio. A ação, que ocorre em meio à escalada de tensão entre o governo americano e o Irã, reforça o aparato militar de Washington na região.
Segundo o porta-voz do Comando Central dos EUA (Centcom, na sigla em inglês), Tim Hawkins, o primeiro carregamento de drones kamikaze está pronta para operações.
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Os equipamentos integram o Sistema de Ataque de Combate Não Tripulado de Baixo Custo (LUCAS), vinculado à operação Task Force Scorpion, e foram desenvolvidos a partir de um programa experimental de drones da Marinha americana.
O envio dos drones ao Oriente Médio representa o maior reforço militar regional dos EUA desde a invasão do Iraque, em 2003. Além dos drones LUCAS, também foram deslocados os porta-aviões USS Gerald Ford e USS Abraham Lincoln, além de caças F-22.
Como funcionam os drones ‘kamikaze’
De acordo com o Departamento de Guerra dos Estados Unidos (antigo Departamento de Defesa), os drones LUCAS têm amplo alcance e foram projetados para operar de forma autônoma.
Eles podem ser lançados por diferentes plataformas, incluindo catapultas, sistemas de decolagem assistida por foguete e estruturas móveis terrestres ou veiculares. O apelido “kamikaze” faz alusão à capacidade desses veículos de sobrevoar um alvo e detonar cargas explosivas no momento do impacto, destruindo-se no processo.
O modelo possui design em asa delta, cerca de 3 metros de comprimento e 2,4 metros de envergadura e busca oferecer rapidamente aos combatentes uma solução de baixo custo e alta eficiência.
Cada drone LUCAS foi desenvolvido pela SpektreWorks, empresa sediada no Arizona, em parceria com as Forças Armadas dos Estados Unidos.
Negociações entre EUA e Irã
As delegações do Irã e dos EUA encerraram, na quinta-feira (26), mais uma rodada de negociações em Genebra, na Suíça, sobre o programa nuclear de Teerã.
“Encerramos o dia após um progresso significativo na negociação entre os Estados Unidos e o Irã”, afirmou o ministro das Relações Exteriores de Omã, Badr Albusaidi, no X, indicando que os diálogos serão retomados “em breve”.
As novas discussões técnicas devem ocorrer em Viena, na Áustria. A Axios aponta que assessores do presidente, Donald Trump e dos enviados Steve Witkoff e Jared Kushner teriam ficado desapontados com o encontro com o ministro das Relações Exteriores iraniano, Seyed Abbas Araghchi.
O The Wall Street Journal informou que Washington condiciona o acordo ao desmantelamento dos complexos de Fordow, Natanz e Isfahan, à entrega integral do estoque de urânio enriquecido e à formalização de um entendimento permanente.
Já do lado iraniano, segundo a Al Jazeera, a proposta apresentada rejeita o encerramento definitivo do enriquecimento e a desativação das instalações, admitindo apenas uma suspensão temporária e restrita das atividades.
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