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EUA esperam cooptar novo governo venezuelano por temor de guerra civil no país, especula professor

Conflito na América do Sul seria ‘trágico’ para interesses norte-americanos; veja análise

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A possibilidade de uma guerra civil na Venezuela leva os EUA a considerar a cooptação do novo governo.
  • O professor Ricardo Leães destaca a divisão entre a oposição ao chavismo e o apoio popular a Nicolás Maduro.
  • Reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU pode não gerar resultados concretos devido ao poder de veto dos EUA.
  • Leães compara a situação atual na Venezuela com a invasão da Ucrânia pela Rússia, onde iniciativas foram barradas por membros permanentes do Conselho.

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Sobre o futuro da Venezuela após a captura de Nicolás Maduro e ascensão de Delcy Rodríguez ao poder, é possível que a expectativa dos Estados Unidos seja cooptar o governo venezuelano diante da possibilidade de uma guerra civil no país. É o que pontua o professor de relações internacionais Ricardo Leães, em entrevista ao programa News das 19h.

“Embora exista sim uma oposição ao chavismo e ao antigo governo de Nicolás Maduro, a gente sabe também que ele tem um apoio popular importante. Isso, é claro, aumenta as possibilidades de que haja uma guerra civil. Talvez os Estados Unidos tenham a consciência de que uma guerra civil na América do Sul seria trágica para seus próprios interesses e, por conta disso, eles estejam esperando ou tentando averiguar, sondar a possibilidade de que o novo governo seja cooptado”, explica.

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Ele também pontua que a reunião de emergência do Conselho de Segurança da ONU realizada nesta segunda-feira (5) — dia em que Nicolás Maduro e sua esposa tiveram a primeira audiência após a captura por militares dos Estados Unidos — não deve ter resultados concretos.

“Os Estados Unidos são membro permanente do Conselho de Segurança e, portanto, tem poder de veto. Então, mesmo que haja uma iniciativa, e eu tenho dúvida se haverá, mas mesmo que haja uma iniciativa tentando condenar as atividades dos Estados Unidos, essa iniciativa vai ser barrada pelo representante dos Estados Unidos”, argumenta.

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Leães destaca semelhança com a situação diante da invasão da Ucrânia pela Rússia: “Todas as iniciativas no âmbito do Conselho de Segurança das Nações Unidas foram barradas pela própria Rússia que também é um membro permanente desse Conselho”.

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