EUA lançarão nova fase de operações na Venezuela, dizem fontes
No poder desde 2013, Maduro alega que Trump está tentando derrubá-lo e que os cidadãos e militares venezuelanos resistirão
Internacional|Rafaela Soares, do R7, em Brasília
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Os Estados Unidos vão lançar uma nova fase de operações relacionadas à Venezuela nos próximos dias, disseram quatro autoridades norte-americanas à Reuters, à medida que o governo Trump aumenta a pressão sobre o governo do presidente Nicolás Maduro.
A Reuters não conseguiu estabelecer o momento exato ou o escopo das novas operações, nem se o presidente dos EUA, Donald Trump, havia tomado uma decisão final de agir.
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Os relatos de ações iminentes proliferaram nas últimas semanas, depois que os militares dos EUA enviaram forças para o Caribe em meio ao agravamento das relações com a Venezuela.
Duas das autoridades norte-americanas disseram que operações secretas provavelmente seriam a primeira parte da nova ação contra Maduro.
Todas as quatro autoridades citadas nesta reportagem falaram sob condição de anonimato devido à sensibilidade da ação iminente dos Estados Unidos.
O Pentágono encaminhou perguntas à Casa Branca. A CIA se recusou a comentar.
Uma autoridade de alto escalão do governo não descartou neste sábado nenhuma possibilidade em relação à Venezuela.
“O presidente Trump está preparado para usar todos os elementos do poder norte-americano para impedir a entrada de drogas em nosso país e para levar os responsáveis à justiça”, disse a autoridade, falando sob condição de anonimato.
O Ministério das Comunicações da Venezuela não respondeu imediatamente a um pedido de comentário.
Entenda
O governo Trump está avaliando as opções sobre a Venezuela para combater o que tem sido retratado como o papel de Maduro no fornecimento de drogas ilegais que matam norte-americanos. Maduro negou ter qualquer ligação com o comércio de drogas.
Duas autoridades norte-americanas disseram à Reuters que as opções que estão sendo consideradas incluem a tentativa de derrubar Maduro.
No poder desde 2013, Maduro alega que Trump está tentando derrubá-lo e que os cidadãos e militares venezuelanos resistirão a qualquer tentativa nesse sentido.
Ele também caracterizou as ações dos EUA como um esforço para assumir o controle do petróleo da Venezuela.
Um reforço militar no Caribe está em andamento há meses, e Trump autorizou operações secretas da CIA na Venezuela.
A Administração Federal de Aviação dos EUA alertou, na sexta-feira, as principais companhias aéreas sobre uma “situação potencialmente perigosa” ao sobrevoar a Venezuela e pediu cautela.
Três companhias aéreas internacionais cancelaram voos que partiriam da Venezuela no sábado após o aviso da FAA.
O maior porta-aviões da Marinha dos EUA, Gerald R. Ford, chegou ao Caribe em 16 de novembro com seu grupo de ataque, juntando-se a pelo menos sete outros navios de guerra, um submarino nuclear e aeronaves F-35.
Até o momento, as forças dos EUA na região têm se concentrado em operações antidrogas, embora o poder de fogo reunido supere em muito tudo o que é necessário para essas operações.
Desde setembro, as tropas dos EUA realizaram pelo menos 21 ataques a supostos barcos de drogas, matando pelo menos 83 pessoas, a maioria no Caribe, embora embarcações no Oceano Pacífico também tenham sido alvo.
Grupos de direitos humanos condenaram os ataques como execuções extrajudiciais ilegais de civis, e alguns aliados dos EUA expressaram preocupações crescentes de que Washington possa estar violando o direito internacional.
O governo Trump vem afirmando há meses que os ataques a barcos têm o objetivo de coibir o tráfico de drogas que, segundo ele, mata milhões de norte-americanos.
No entanto, a maioria das mortes por overdose de drogas nos Estados Unidos é causada pelo fentanil, que é produzido em grande parte no México.
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