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EUA pedem que governo da Ucrânia escute povo

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Por David Brunnstrom e Justyna Pawlak

BRUXELAS, 3 Dez (Reuters) - O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, pediu nesta terça-feira ao governo ucraniano que "escute as vozes de seu povo", depois que a decisão do presidente da Ucrânia, Viktor Yanukovich, de rejeitar um acordo com a União Europeia provocou uma onda de protestos de massa.

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Kerry disse que os ucranianos haviam se manifestado "em números inacreditáveis" em favor de um acordo para estreitar relações com a União Europeia, o qual Yanukovich rejeitou na semana passada, preferindo incentivos russos.

"O senhor Yanukovich obviamente tomou uma decisão pessoal e as pessoas não concordam com a sua decisão", disse Kerry depois de um encontro de ministros de Relações Exteriores dos países da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), em Bruxelas.

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"Claramente, há uma demonstração poderosa do povo, que gostaria de se associar com a Europa - nós ficamos com a vasta maioria dos ucranianos que querem ver esse futuro para o seu país", declarou ele em uma entrevista à imprensa.

"Nós pedimos ao governo ucraniano que escute as vozes de seu povo que quer viver em liberdade e com oportunidades e prosperidade. Pedimos a todos os lados que se conduzam pacificamente. A violência não tem lugar em um moderno Estado europeu."

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Antes, os chanceleres de países da Otan condenaram o uso "excessivo de força" contra manifestantes na Ucrânia e pediram a todas as partes que evitassem provocar novos confrontos.

A polícia ucraniana usou cassetetes e granadas de efeito moral no fim de semana para acabar com protestos pró-Europa.

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Kerry disse não ver nenhum papel para a Otan na resolução da crise, apesar do comunicado dos ministros.

"Isto é de fato algo que o povo da Ucrânia tem de resolver com seus líderes e os líderes precisam escutar o povo", afirmou.

Em uma referência aos esforços da Rússia para afastar a Ucrânia da União Europeia, Kerry disse que os ucranianos deveriam poder fazer sua própria escolha sem uma "guerra de lances".

"Há alguma evidência nas últimas 24 horas de que a liderança respondeu, ao dizer que a porta permanece aberta e que pode reexaminar essa questão. Eu não sei", afirmou.

Kerry preferiu não visitar a Ucrânia nesta semana para uma conferência ministerial e, em vez disso, irá na quarta-feira para a vizinha Moldávia, que, como outra ex-república soviética, a Geórgia, iniciou na semana passada um acordo para estreitar relações com a União Europeia.

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