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EUA prometem defender o Japão de ameaça nuclear norte-coreana

Internacional|Do R7

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O secretário de Estado americano John Kerry prometeu neste domingo que os Estados Unidos vão defender o Japão das ameaças nucleares por parte da Coreia do Norte.

"Os Estados Unidos estão totalmente determinados a defender o Japão", enfatizou Kerry, em coletiva de imprensa conjunta com seu colega japonês, Fumio Kishida, com quem manteve uma reunião.

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Kerry chegou neste domingo ao Japão para conversar sobre as tensões nucleares na Península Coreana depois de conseguir um apoio crucial da China para buscar uma distensão na crise.

O regime norte-coreano ameaçou na sexta-feira o Japão com "fogo nuclear" depois que Tóquio posicionou mísseis Patriot em torno da capital para fazer frente a um eventual lançamento de mísseis por parte de Pyongyang.

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O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, pediu à comunidade internacional "unidade para que a Coreia do Norte se dê conta de que suas provocações não ajudam em nada e só agravam a situação".

"O Japão quer trabalhar junto com os Estados Unidos, Coreia do Sul, China e Rússia para dezir à Coreia do Norte que deve lançar os mísseis", afirmou Abe à imprensa local, durante uma visita a Iwo To, mais conhecida como Iwo Jima, onde assistiu a uma cerimônia em memória da guerra.

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O único ataque nuclear da história foi realizado contra o Japão pelos Estados Unidos, que jogou duas bombas atômicas contra cidades japonesas em 6 e 9 de agosto de 1945, ao fina da Segunda Guerra Mundial.

Teme-se que Pyongyang proceda ao disparo de um míssil nesta segunda-feira, dia em que se celebra o aniversário do nascimento do fundador da dinastia comunista, Kim Il-Sung, segundo os especialistas.

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Neste domingo, Kerry visitou Zojoji, um santuário sintoísta do século XIV em Tóquio, antes de participar em um encontro com estudantes americanos e japoneses.

--- EUA e China defendem desnuclearização ---

Na véspera, em visita à China, Kerry e o chefe da diplomacia chinesa se comprometeram a trabalhar conjuntamente pela desnuclearização da península coreana.

"Tratar adequadamente o problema nuclear coreano serve ao interesse comum de todas as partes", afirmou o conselheiro de Estado da China, Yang Jiechi, prometendo que Pequim trabalhará com todas as partes, incluindo os Estados Unidos.

"China e Estados Unidos devem tomar medidas para alcançar o objetivos de desnuclearização na península coreana", afirmou, por sua parte, John Kerry.

Nem Yang nem Kerry deram detalhes sobre medidas concretas, mas o chanceler americano disse que outras discussões serão mantidas para saber como cumprir com este objetivo.

O objetivo de Kerry em Pequim era tentar convencer as autoridades chinesas a erguer o tom contra a Coreia do Norte e defender uma aproximação entre Seul e Pyongyang.

Depois de uma escala em Seul, onde reafirmou o apoio de Washington à Coreia do Seul, Kerry viajou para a capital chinesa, onde também se reuniu com o chefe da diplomacia Wang Yi e com o presidente Xi Jinping.

"Obviamente. devemos fazer frente a enormes desafios, e estou desejoso de ter esta conversa", afirmou Kerry seu colega chinês.

Ao ser recebido pelo presidente Xi no Grande Salão do Povo de Pequim, o secretário de Estado americano afirmou que a situação na Península Coreana atravessa atualmente "um momento crítico".

A China é o único aliado importante da Coreia do Norte e seu fornecedor-chave de ajuda e comércio. As autoridades chinesas são as únicas que têm influência sobre o governo de Kim Jong-Un, que ameaçou em várias oportunidades com uma guerra nuclear.

No entanto, Xi não se referiu à Península Coreana em suas primeiras declarações durante a reunião, limitando-se a dizer que a relação entre os Estados Unidos e a China "se encontram numa nova etapa histórica e teve um bom começo".

Na sexta-feira, Kerry expressou o pleno apoio dos Estados Unidos ao seu aliado sul-coreano e classificou de inaceitável a retórica belicista da Coreia do Norte.

"Se Kim Jong-Un decidir lançar um míssil, seja sobre o mar do Japão ou em qualquer outra direção, estará escolhendo obstinadamente ignorar toda a comunidade internacional", disse Kerry aos jornalistas em Seul.

"Seria um grande erro de sua parte, já que isolaria ainda mais o país", disse Kerry.

Estados Unidos e Coreia do Sul, assim como o Japão, foram diretamente ameaçados por Pyongyang com um ataque nuclear, e tentam dissuadir o Norte a realizar um teste com um ou vários mísseis de curto e médio alcance, que atiçariam ainda mais a tensão na península coreana.

Em um ano, Pyongyang disparou dois mísseis (um deles, em dezembro, foi bem sucedido), considerados pelas potências ocidentais como testes de mísseis balísticos encobertos, e procedeu a um teste nuclear (em 12 de fevereiro), o que lhe valeu novas sanções da ONU, motivo das novas ameaças norte-coreanas.

Ignorando as advertência de seu vizinho e aliado chinês, o Norte posicionou em seu litoral oriental dois mísseis Musudan, com um alcance teórico de 4.000 km, o que supõe um ataque a objetivos em território japonês, sul-coreano e inclusive na ilha de Guam, no Pacífico, onde os Estados Unidos têm bases navais e aéreas.

Para apaziguar a situação, os Estados Unidos cancelaram na semana passada o disparo teste de um míssil balístico intercontinental da Califórnia (oeste), o Minuteman 3. Com o mesmo espírito, Kerry desistiu de visitar na Coreia do Sul a localidade fronteiriça de Panmunjom, onde foi assinado o armistício que pôs fim à Guerra da Coreia (1950-1953).

A Coreia do Norte, por sua vez, rejeitou neste domingo a oferta de diálogo do Sul sobre o futuro do complexo industrial intercoreano Kaesong, que poderá fechar por falta de mão de obra e abastecimento.

O Norte proíbe desde 3 de abril aos sul-coreanos o acesso ao complexo, situado em seu território a 10 km da fronteira. Pyongyang retirou 53.000 funcionários na terça-feira passada, em um contexto de grande tensão na península.

Um encarregado das relações intercoreanas pediu na quinta-feira à Coreia do Norte que se sentasse à mesa de negociações para reabrir o complexo industrial, inaugurado em 2004 com a intenção de estabelecer uma cooperação simbólica entre as duas Coreias.

Mas a Coreia do Norte rejeitou a oferta do ministro sul-coreano de Unificação, Ryoo Kihl-Jae, classificando seu pedido de "gesto carente de significado" e "hipócrita", cujo verdadeiro objetivo é dissimular um projeto de invasão do Norte.

"Esta oferta é um gesto carente de significado e vazio", declarou um alto dirigente do Comitê do Norte, em uma entrevista à agência norte-coreana KCNA.

"Se o Sul quiser realmente iniciar negociações (...) deveria abandonar sua postura de confrontação", acrescentou, aludindo às manobras anuais conjuntas realizadas por militares dos Estados Unidos e Coreia do Sul no sul da península.

O complexo industrial de Kaesong permanece como o único resultado real das difíceis tentativas de aproximação intercoreana, depois do congelamento das relações bilaterais em 2010.

Kaesong gerou em 2012 um volume de negócios de 469,5 milhões de dólares, e supõe uma fonte de empregos, impostos e divisas estrangeiras.

hih-pn/jh/me-pa/cn

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