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EUA reiteram que retórica belicista aprofundará isolamento da Coreia do Norte

Internacional|Do R7

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Washington, 29 mar (EFE).- O governo dos Estados Unidos reiterou nesta sexta-feira que a "retórica belicista" da Coreia do Norte "só vai aprofundar o isolamento" desse país e que seu objetivo é resolver as tensões atuais "de maneira pacífica". "O caminho da paz para os norte-coreanos é claro", disse Josh Earnest, porta-voz adjunto da Casa Branca, ao ressaltar que a Coreia do Norte deve pôr fim a seu programa nuclear, cumprir suas obrigações internacionais e acabar com sua "retórica belicista". Earnest, que falou aos jornalistas que viajaram no avião presidencial Air Force One a Miami para cobrir um ato do governante Barack Obama, afirmou que os Estados Unidos estão coordenando uma posição não só com os países aliados, mas também com China e Rússia, "que têm uma participação significativa na resolução desta situação de forma pacífica". "Os Estados Unidos continuam comprometidos em defender nossos aliados na região e nossos interesses", afirmou o porta-voz de Obama. O líder da Coreia do Norte, Kim Jong-un, aumentou ainda mais nesta sexta-feira suas ameaças ao ordenar que os mísseis do país estejam preparados para atacar a "qualquer momento" os Estados Unidos e a Coreia do Sul. "Chegou o momento de acertar contas", informou hoje o regime norte-coreano através de um comunicado divulgado pela agência de notícias do país comunista. O ultimato dado por Pyongyang responde ao anúncio de Washington de realizar, ontem, manobras militares na vizinha Coreia do Sul com duas unidades de bombardeiros B-2 Spirit, um avião de última tecnologia capaz de romper as defesas antiaéreas e lançar bombas convencionais e nucleares. Após o anúncio norte-coreano, Seul detectou movimentos de tropas e veículos nas bases militares de mísseis do regime, incluindo a de Tongchang-ri, no noroeste do país e que serviu para o último lançamento de um foguete de longo alcance norte-coreano, segundo fontes militares consultadas pela agência "Yonhap". Este nível de "intimidação" de Pyongyang, que segundo especialistas apresenta um cenário complicado de prever, gerou também uma reação do Departamento de Defesa dos EUA, que pediu que a escalada da tensão seja "levada a sério". "As ações provocativas e o tom beligerante aumentaram o perigo", anunciou o secretário de Defesa, Chuck Hagel, que negou que a atuação dos bombardeiros B-2 seja hostil e defendeu a decisão, anunciada neste mês, de aumentar as defesas antimísseis na região devido à ameaça norte-coreana. EFE mb/id

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