EUA revelam primeiro reator nuclear portátil para uso de suas forças militares
Os equipamentos atômicos serão instalados nas bases das forças armadas para aumentar a independência e a resiliência energética
Internacional|Do R7
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Um reator nuclear portátil foi transportado por aviões da Força Aérea dos EUA pela primeira vez nesta semana. A proposta é que ele possa usado nas bases militares americanas.
Seu projeto nasceu de uma ordem executiva do presidente Donald Trump, de 2025, que prevê a implantação de tecnologias avançadas de reatores nucleares para fortalecer a segurança nacional.
Esses pequenos reatores nucleares serão instalados nas bases para aumentar a independência e a resiliência energética. Atualmente, as instalações militares têm grande dependência da rede elétrica americana, considerada bastante vulnerável.
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As forças armadas dos EUA vêm investindo em seus próprios microrreatores nos últimos anos para ajudar a levar um fornecimento de eletricidade resiliente, seguro e escalável às suas bases, independente das redes elétricas locais.
O uso de microrreatores também poderia auxiliar instalações remotas que dependem de suas próprias usinas de energia e futuras bases no exterior que podem não ter acesso direto a uma rede elétrica.
Diferentemente dos reatores da Marinha dos EUA, que são de propriedade do governo federal, os pequenos reatores desenvolvidos agora serão de empresas privadas. O Exército dos EUA será responsável por supervisionar e fiscalizar sua operação.
O reator transportado nesta semana é o Ward250 da Valar Atomics, que utiliza hélio como refrigerador e moderadores de grafite. Em seu núcleo encontra-se o chamado combustível isotrópico triestrutural (TRISO), que consiste em “núcleos de urânio envoltos em camadas de cerâmica”, de acordo com um comunicado do Laboratório de Energia de San Rafael, em Utah, para onde o reator será transferido.
O uso de combustíveis nucleares TRISO é frequentemente descrito como uma forma de produzir um desempenho superior ao oferecido por quantidades comparáveis de material físsil tradicional usado em usinas nucleares atualmente. Também se afirma que é mais seguro de usar e manusear. A expectativa é que o reator atinja uma potência de 100 kW (quilowatts).
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