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EUA sanciona sete entidades chinesas por 'ameaça à segurança'

A partir de agora, empresas de supercomputadores precisarão de uma licença especial para exportar e importar dos Estados Unidos

Internacional|Da AFP

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EUA sanciona sete empresas chinesas de supercomputadores
EUA sanciona sete empresas chinesas de supercomputadores

O Departamento de Comércio dos Estados Unidos anunciou, nesta quinta-feira (8), que acrescentou sete entidades chinesas especializadas em supercomputadores a sua lista de empresas sob sanções, alegando que são uma ameaça a sua segurança.

Com isso, pretende-se "evitar que a China aproveite a tecnologia americana para apoiar seus esforços desestabilizadores de modernização militar", disse a secretária de Comércio Gina Raimondo em um comunicado.

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Agora, estas empresas precisarão de uma licença especial para exportar e importar dos Estados Unidos.

"As capacidades de supercomputação são vitais para o desenvolvimento de muitas - talvez quase todas - armas modernas e sistemas de segurança nacional, como as armas nucleares e as hipersônicas", disse Raimondo.

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Entre os centros afetados pelas restrições está o Centro Nacional de Supercomputação, na cidade oriental de Wuxi, sede do Sunway TaihuLight. Foi considerado o mais rápido do mundo, por ocasião de seu lançamento, em 2016, a primeira vez que um supercomputador foi feito em usar qualquer tecnologia americana.

Elaborada por pesquisadores para identificar os supercomputadores mais potentes, a última lista Top500 classificou o Sunway TaihuLight como o quarto mais rápido, no final de 2020. Os três primeiros eram do Japão e dos Estados Unidos. 

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A China é, de longe, o país com o maior número de supercomputadores no mundo. Trata-se de um campo em expansão com implicações para a computação em nuvem, pesquisa climática e mecânica avançada, além da pesquisa militar.

Os Estados Unidos estão cada vez mais preocupados com o que consideram uma intenção da China de adquirir conhecimentos aparentemente técnicos para modernizar seu Exército.

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As tensões entre as duas maiores economias do mundo tiveram uma escalada nos últimos anos, em meio às acusações dos Estados Unidos de que a China rouba, continuamente, sua propriedade intelectual.

Outros pontos de controvérsia são as ações militares cada vez mais assertivas de Pequim na Ásia e seu histórico de violações dos direitos humanos, o que incluiria, segundo os EUA, a repressão em Hong Kong e o encarceramento em massa de muçulmanos uigures. 

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu manter a pressão sobre a China, um incomum ponto de convergência com seu antecessor Donald Trump.

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