Internacional EUA têm 22 estados com leis prontas para banir o aborto 

EUA têm 22 estados com leis prontas para banir o aborto 

Instituto revela que outros quatro devem fazer o mesmo após Suprema Corte derrubar direito constitucional à prática

  • Internacional | Do R7

Polícia do Capitólio separa apoiadores e opositores do direito ao aborto nos EUA

Polícia do Capitólio separa apoiadores e opositores do direito ao aborto nos EUA

Evelyn Hockstein/Reuters - 23.06.2022

Os Estados Unidos têm 22 estados com leis e emendas constitucionais prontas para ser propostas com o objetivo de banir o aborto o mais rápido possível assim que a Suprema Corte derrubasse o direito constitucional à prática, o que ocorreu nesta sexta-feira (24). A informação é do Instituto Guttmacher, organização que defende o direito ao aborto.

A decisão da Corte não torna a interrupção da gravidez ilegal, mas dá a cada um dos 50 estados do país o direito de decidir de maneira independente em que casos a gravidez pode ser interrompida dentro da lei.

Segundo o Instituto Guttmacher, Alabama, Louisiana, Tennessee e West Virginia têm leis prontas que proíbem qualquer proteção do direito ao aborto, inclusive em casos em que a vida da gestante está em risco por causa da gravidez. 

Kentucky, Louisiana e Dakota do Sul proibiram a interrupção da gravidez nesta sexta-feira, logo após a divulgação da decisão da Suprema Corte. Os três estados tinham aprovado com antecedência leis que proíbem a prática e que entraram em vigor automaticamente.

Estados dos EUA que devem proibir o aborto

Divulgação/Guttmacher Institute

A publicação ainda afirma que Flórida, Indiana, Montana e Nebraska têm composição histórica e política que mostra que devem também proibir a interrupção da gestação após a queda da proteção federal. 

"A Constituição não faz nenhuma referência ao aborto e em seus artigos protege implicitamente esse direito", escreveu o juiz Samuel Alito, em nome da maioria. "Nesse contexto, Roe vs. Wade deve ser anulado."

"É hora de devolver a questão do aborto aos deputados eleitos pelo povo", escreveu ele, dirigindo-se aos parlamentos locais.

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